Saudades do que um dia vi.
Minha mãe tbm está assim.
Hj é sábado...dias de descanso para mim, são...esquisitos. Pq parece que estou perdendo algo...algo muito grande lá fora. Tenho essa sensação.
Mas fora isso, o dia está lindo.
A manhã é linda. O sol parece ser novo. Hj, estava poética a ida para a faculdade. Céu bem azul e a grama bem verdinha. Até me senti uma vaca malhada.
E é isso que importa.
1,2,3...*respira fundo*
Continua...a placa diz *walk on*.
...
Estou intoxicada (aziaaa).
Culpados: Catchup, Maionese, jogo do Brasil, minha fome e o gato preto que vi passando (sabia que aconteceria algo, foi um pressagio..rs).
Hmmm, será que a CocaLight contribuiu com isso?
Let me see...
...
Libre at
01:22 |
Abril 27, 2005
PQ MINHA IMPRESSORA NÃO FUNCIONA QUANDO MAIS PRECISO? PQ A TECNOLOGIA ME ODEIA?
Será que existirá forças do mal em toda tecnologia que eu comprar/usar??
Chuta que é macumba!
...
P.S.: Terminei o pré-projeto agora...minha aula começou há 1h35min...e ainda estou em casa. Ah sim, ainda tenho que imprimir a parada lá na faculdade, pq tem um encosto na minha impressora.
Afe!
¬¬
O que escrever? Tenho tantas coisas anotadas. Mentalmente, em antigas agendas, ditados, apontamentos, reflexões, dizeres e amigos que por uma razão, chegaram a minha vida. E tbm tenho 1h20min para fazer um pré-projeto para daqui a pouco, no qual, estou mais do que ferrada. ("ahhh...é a vida"...a velha Sarah diria..rs)
É interessante pegar tudo que está guardado do passado e hj ler. Às vezes, me surpreendo. E tem um gostinho bom, sabe?
Por exemplo, agora, estou ouvindo a música que me fez começar a escrever palavras ao vento(vulgo: poemas). Lembro desse dia, como hj. No escuro do meu quarto, com apenas alguns buraquinhos de luz pela janela, passei a tarde e boa parte da noite tentando converter algo que tinha escrito(que eu chamava de música..rs) em poema. A música me toca. O que escrevo com ela, tem um gosto a mais. E essa banda em especial (Counting Crows), tem um feeling...sei lá...sinto como se tivesse escrito aquelas canções. (Quem sabe em outra vida? ;P)
Atualmente, tenho tido mudanças e isso tem contribuído para minha vida. Por mais que me sinta e esteja ilhada(literalmente), ela está boa(sim, vcs realmente leram isso...rs). Bom, pelo menos hj, sinto isso. (mesmo assim, faria minhas malinhas em 1 min e voaria daqui...rs) Todo dia, tento não guardar magoas, fugir delas.
Há uma sensação tão forte de que estou perdendo tanta coisa que poderia estar sendo tão bom, como gargalhadas, pensamentos em conjunto(e não sozinha), tudo o que sempre quis. Não é fácil ver o que ganhamos, se o que queremos está em nossos sonhos e logo ali, ou seja, não é impossível, basta vc estar no lugar certo. Ah...o curso da vida...quem o entende?
Enquanto isso, como meus doces(sim, como...não sei fazer outra coisa..rs) e tomo CocaLight. E penso, ora sonhando, ora chorando, ora sorrindo. Sabe como me sinto? "Nowhere Man" ("He´s a real nowhere man...Sitting in his nowhere land, making all his nowhere plans for nobody. Doesn´t have a point of view, knows not where he´s going to, isn´t he a bit like me and you? (...) Nowhere Man, don't worry, take your time, don't hurry, leave it all till somebody else lends you a hand.")
Olhando uma velha agenda ontem, encontrei anotações de dizeres que me instigavam. E existe um, do filme The Hours, que guardo sempre comigo. Virginia Wolf vai descendo o rio e em off, diz assim:
"...To look life in the face,
always...to look life in the face...
and to know it...for what it is...
at last to know it...
to love it...for what it is...
and then...
To put it away."* ...
* = "...Encarar a vida pela frente,
sempre...encarar a vida pela frente...
e vê-la...como ela é...
Por fim entendê-la...
e amá-la...pelo que ela é...
e depois...
deixá-la seguir."
P.S.: Um dia...mais um tempo, mais um ciclo...mas vou conseguir, um dia. Não serei outra, serei eu, não adularei ng, apenas as aceitarei e chegarei lá pq eu posso. Será um dos maiores presentes da minha vida. Tenho de acreditar e manter meus objetivos e ideais na Rocha e não desistir. Preciso disso para viver...preciso acreditar..."all things must pass".
Infelizmente ou felizmente, tudo nessa vida passa. Mesmo que não pareça, é só questão de tempo.
Tudo que a gente quer que fique, vai.
Se queremos demais, não chega.
Se chega, não é o bastante.
Assim, ciclos terminam, começam ou se renovam.
Sempre, voltaremos ao inicio deles...(pq tudo é um ciclo de tempo, já dizia minha amiga Laila)
Na mesma mesmice, com a nossa vaidade, pois nada na terra muda.
Sem entender, tentando achar uma razão, uma explicação
Mais uma vez, estendo minhas mãos.
George Harrison nunca esteve tão certo ao dizer:
(...)
Sunset doesn't last all evening
A mind can blow those clouds away
After all this, my love is up and must be leaving
It's not always going to be this grey
All things must pass
All things must pass away
All things must pass
None of life's strings can last
So, I must be on my way
And face another day
Now the darkness only stays the night-time
In the morning it will fade away
Daylight is good at arriving at the right time
It's not always going to be this grey
All things must pass
All things must pass away ...
Ouvindo: George Harrison - All Things Must Pass
P.S.: "Se o que vc encontrar é feito de matéria pura, jamais apodrecerá. E vc poderá voltar um dia. Se foi apenas um momento de luz, como uma explosão de uma estrela, então não vai encontrar nada quando voltar. Mas terá visto uma explosão de luz. E só isto já valeu a pena."
Sinceramente...um lado meu está p*...o outro diz para simplesmente não me importar com o que é pequeno, com o que não vai mudar a minha vida.
Me decepciona ver a falta de sensibilidade ou até mesmo, mas nem tanto, de respeito.
É...nada se cria, tudo se copia. E um dia, me disseram que copiar é plagio, seja o que for, não importa se é meio/pouco/pouquissimo. Apesar de que, tudo hj é "público", mesmo que tenha seu toque pessoal.
Quantas decepções tenho tido...Meu Deus..
Não sei quem me disse tbm que o mundo dá voltas...E ah se dá!
Me aguardem, me aguardem...pq um dia, chegarei lá. E esse "lá", é muito além do que vcs lêem.
E sim...as coisas tem um lado bom...sinto uma vontade imensa, uma furia de ser melhor...a cada dia. De rever a velha Sarah...um dia ela volta de viagem. Garanto! E pretendo conseguir que ela volte melhor do que um dia foi.
É, devo ser chata...nesse atual estado. Mas quer saber? Eu sendo eu tá bom...o resto do mundo que se responsabilize por si próprio...sejam o que quiserem. Na verdade, deveria estar pouco me lixando para isso. Cada um tem seu "mundinho-de-faz-de-conta".
Prefiro ficar na autenticidade, pq esse é o caminho da fidedignidade.
...
P.S.: Existem duas coisas importantes na vida: Respeitar o outro e respeitar o que é/é mais ou menos/diz respeito ao outro.
Mas a gente sempre está ocupado demais para isso. É, eu tbm sou assim de vez em quando. Passar em cima é mais fácil. Afinal de contas, e daí? Não é assim que pensamos? Pq parando para refletir, parece.
P.S.2.: Existe um "remédio" muito bom para isso: Se colocar no lugar do outro.
E, se mesmo assim, vc não consegue enxergar...Aí, o mundo tem um ditado bem assim: "O pior cego é aquele que não quer ver".
Tô afim de pintar um porquinho bebendo uma 51...
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Libre at
20:27 |
Hmmm...feriado...daqueles bem grandes...
Antigamente, quando não tinha um contato maior com o mundo(engraçado, pq na verdade, eu não tenho um contato tão grande assim com o mundo...depois que entrei nele, preferi ser autista mesmo), ou melhor, quando ainda não tinha conhecido-o, eu costumava sonhar mais.
Levava minha vida como num seriado de tv....uma mistura de seriado americano com novela mexicana. Hj, parece que só o "sangue" mexicano corre nas veias, pq tudo é um dramaaa. VIVA EL MEXICO!
Ainda amo seriados...mas confesso que os de hj, não tem o gosto dos de ontem. Eu conseguia sentir a história na minha pele.
Party of Five, Ally McBeal(seriado com as melhores trilhas sonoras que já vi), Friends, That´s 70 Show, The King of Queens, Ellen, The Naked Truth(hilario!), Mad About You... Tudo fluia.
Minhas noites eram separadas para isso.
Aqui, está tudo nublado e escurecendo, sinto um cheiro de peixe frito do vizinho. As cinzas nuvens costumavam me remeter a Irlanda, Londres...já não o fazem mais. É raro, aqui. Só carrego as lembranças do meu cerrado irlandês/inglês.
Afeee...que melancólico...m*!
Não deveria estar assim, passei a tarde toda vendo South Park. Depois de algumas sessões, costumo ficar retardada, idiota, boba e alegre. Aquilo mexe com a minha mente/criaitividade. Amo aqueles palavrões bemm sujos, são cômicos, ainda mais pq são crianças falando.
Acho que não daria certo fazer o trabalho de Técnicas de Pesquisa em Comunicação a respeito desse desenho.
"- Pq vc escolheu esse tema?"
- Hmmm...talvez pq acho hilário crianças falando palavrão e fazendo coco pela boca.
É, acho melhor apenas ficar acompanhando a série. Acho que não daria um bom genérico de monografia.
E falando nisso, tenho que escolher um tema para essa atividade. É incrível, sei escolher o tema, mas nunca sei o que falar a respeito dele..rs. Nunca acho nada.
" - Então pq esse tema?"
- Ah! Sei lá...pq é legal!
Odeio pseudo monografias, odeio as de verdade tbm.
Bom, enquanto todos vivem na peça "faz-de-conta-que-o-mundo-é-lindo", eu tenho que ficar aqui do meu quarto(pq quero e pq sou "obrigada" pela faculdade), olhando como as pessoas vivem lá fora. Nesse meio periodo, tenho trilhões de "deveres-de-casa" para fazer. Hj mesmo, tinha que ter lido um livro e ter começado a fazer uma resenha critica a respeito dele. O que eu fiz? Dormi, fui olhar umas máquinas digitais com meu pai, comprei um brilho labial(coisa de paty!), toquei violão, pensei um pouquinho na vida(afee...não foi o dia inteiro...isso já é maravilhoso...rs), e dei algumas gargalhadas com Eric Cartman e o Michael "Jefferson" (Jackson) do desenho. Deveria ver South Park todos os dias...me faz ser mais idiota do que já sou. Acho que é uma das unicas formulas para ficar parecida com o que eu era.
Isso me relembrou minha antiga vida, antes do contato de 2o grau com o mundo. Via series o dia inteiro, ouvia musica sempre, sonhava muito e me divertia na medida do possível com meus insanos amigos. Ah sim, havia criticas a respeito disso aqui, a respeito da grande massa etc....mas aí, a gente dizia algo parecido com isso:
" - Putz! Que m* de mundo! Queria sair fora daqui(fugir da escola), isso atrasa minha vida."
" - A gente podia viajar, né?! Sei lá, sair por aí."
" - É cara, mas a gente tem que atuar no show do mundo, todos os dias...atuar em cima desse papelzinho fdp de vir para a escola todos os dias e fingir que é feliz e tá tudo otimo."
" - É...que merda!"
" - É...."
"*5 segundos de reflexão*"
" - Alguém quer Halls? Tu viu as sapatas na novela ontem?? Mooo briga de aranha! Hilário!"
E então, podia-se contar alguns minutos para começar alguma música...normalmente começava comigo ou meu amigo...
"We-de-de-de, de-de-de-de-de de, we-um-um-a-way
We-de-de-de, de-de-de-de-de de, we-um-um-a-way
A wimoweh, a-wimoweh a-wimoweh, a wimoweh...
In the jungle the mighty jungle the lion sleeps tonight..."
É, já fui assim....tinha minhas tristezas, melancolias, momentos reflexivos exaustivos, como hj, mas era mais reta, mais idiota, mais banal e era divertido. :)
E sinceramente, eu acho que essa é a Sarah. E nessa, eu boto fé!
Tá, mas deixa eu ir fazer meu dever.
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Libre at
19:02 |
Abril 21, 2005
Pq simplesmente não consigo aceitar as coisas como são? Pq tenho que criticar e questionar tudo?
Sabe, cansei.
Quero aceitar que "perdi" a batalha. (e não me importar com isso)
E pq não perder? Qual é o problema em perder? Vou fazer o que?
Sinto uma dor tremenda *aqui* (dentro). Mas e aí? Repito, fazer o que?
Me sinto fadigada com meu jeito de viver, de pensar, de ser. Não agüento mais tanta melancolia, não quero mais viver nela, gostaria de ver o mundo com outros olhos.
Hj, dentro do ônibus, pensei que, talvez, fosse melhor ser aquelas bem alienadas (não que eu não seja, mas digo em um grau maior), que tudo tá bom, que tudo é felicidade e que o Elvis Presley não morreu, apenas fugiu. Nesse estilo de vida, não há critica, ou seja, as pessoas acham que aquele mundo é real, que ter é poder, que amor é passatempo e que o homem é descartável. Para eles, a vida é festa (bela) e o resto...o resto a gente deixa para amanhã.
Muitas vezes, gostaria de continuar uma garotinha, sem contato com esse mundo vil, sem contato algum. Pq tudo machuca (tá vendo? olha aí a visão de mundo), as pessoas te machucam, causam um rombo em vc e não estão nem aí se vc está ou não está apodrecendo; os pais, na maioria das vezes, estragam/acabam com seus filhos e o pior, não enxergam que eles estão errados; o mundo te cobra o que ele não dá; se vc é diferente dos outros (seja em estilo, seja na preferência sexual, seja na cor da sua pele ou etnia), é amaldiçoado para sempre (já parou para pensar em quem o mundo de fato aceita? Pq pra mim, é ng); Tudo o que vc pensa em fazer, fora do capitalismo, fora da ditadura mundial, tá errado...até ser vc está errado e assim vai.
Alguns dizem que a vida é curta e temos de viver bem (felizes) aqui. Tá...vc consegue? Pq já tô cansada de ditados que a toda hora me bombardeiam. Sabe pq? Pq são apenas ditados populares que não mudam a vida p* nenhuma. Todo mundo, inclusive eu...eu que, meu Deus, eu que quero sair disso, pq não agüento mais, só sabe julgar...ou melhor, pensa que sabe.
Eu to triste (triste triste triste...a palavra da minha vida) mas já estive muito mais. O gosto da escuridão é amargo. As vezes, gostaria de viver como no livro Admirável Mundo Novo, onde ninguém pensa, todos tomam o soma(comprimido que te leva a eternidade e sem efeitos colaterais ao voltar) e por fim, são felizes. (Nota do meu lado critico para vcs: "mas é mentira, tudo é pura mentira...eles não são felizes. A felicidade são as pequenas coisas da vida, é o que vc não vê")
Palavras: melancolia, cansaço, pessimismo, tristeza por me sentir vencida mas não aceitar isso, sendo que já não consigo mais lutar, pq não depende só de mim...já me esgotei e não possuo mais forças. Não posso pensar por ng, não posso fazer por ng...mas mesmo assim, lá dentro, meu ser luta constantemente em não aceitar nada disso e de querer ser vista, querida, levada a sério por muitos.
Gostaria de ter algo legal, especial...que as pessoas compreendessem, me olhassem e não dessem tanta ênfase a pessoa de fora e, principalmente, que me sentisse parte delas.
Não suporto mais viver desse jeito...ser eu. (me sinto uma p* chata...e não sei ser diferente...mas essa não sou eu)
"Eu me dôo".
Só queria ser como vcs.
E dói muito saber que ng vai ou pode me ajudar.
É como depositar toda a sua esperança e não ter volta, pq ela se foi, se consumiu e o que restou foi o seu próprio vazio.
Mas se essa esperança fica estocada, de nada serve e se ela se vai, se vc deposita em algo e nada volta ou até volta, mas vc não vê...então, de nada adiantou tbm.
Nada adianta, entende? nada....
Quero ver o dia em que vou me recuperar do que entrei...eu costumava ser mais alegre/feliz/agradavel. De repente, sem sabermos, o brilho se vai, mas vc não.
É por isso que digo que me sinto doente...pq me sinto uma envenenada(drogada) pelo mundo. Essa melancolia....foi o que ganhei. E agora, não consigo sair dela.
As vezes, sei tudo o que preciso, outras, fico a pensar e não acho remédio ou respostas. Serei assim para sempre, doente (envenenada)?
Preciso de cuidados como um intoxicado. E tbm, preciso enfiar na minha cabeça que, nunca serei reconhecida, nem nos pequenos detalhes e muito menos nos grandes. Chega de procurar estrela do mar no mato.
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Libre at
00:38 |
Abril 17, 2005
2:00 am. Tô morta.
Vcs devem estar pensando: "pq essa insistência de sair pela noite, já que faz tanto mal a ela?"
Pois é...hj a desculpa foi "trabalho". Sim, fomos "discutir" a reificação do homem pela indústria cultural. Até minha ex-prof de português(a que nomeou meus textos como desabafos...rs) estava. Bêbada por sinal..rs..pq nunca vi a mulher rir daquele jeito e ficar mais solta. O que uma birita não faz...rs. Acho que se eu beber...rs...bom, é melhor eu ficar calada.(juro que não posso fazer isso, é acabar comigo..sério...pq eu iria aprontar muito).
Sabe o que saiu durante a noite? O mundo é uma merdona.(tô usando uma palavra leve aqui...rs)
Então...
Já sei isso de cor e salteado, certo? Sei tanto que sinto e preferia não ter nascido.
Conclusão: Devo me amar, pq pela escolha que fiz agora há pouco, só pode ser amor pela vida...algo nesse gênero. O povo continuou sua jornada e eu vim para casa, sei dos perigos que me assolam e que podem me derrubar. Pra que fazer algo que tenho certeza de que vou me arrepender? Pra que ir a um lugar que representa prisão/morte/perigo para vc? Cara, sou uma pessoa "perigosa", entende? Tem vez que não me conheço, que faço coisas que parecem que é outra Sarah. Então, é melhor deixar isso quieto e não mexer com o que, um dia, te deixou perdida. Pq eu acho que se estivesse naquele bar agora, estaria fazendo merda com a minha vida. Os monstrinhos iriam se aproveitar.
Toda saída descubro que existe pessoas mais perdidas do que eu.
Ainda bem que não sou daqui.
Juro que é mais divertido não fazer NADA a dois, do que ir nos melhores bares sentir o desgosto cru do mundo.
Eu quero vida, não morte.
Pq, já me mato o bastante a cada dia.
...
P.S.: Sim, dá vontade de ser louca tem hora, mas sei que não vale a pena.
É o que eu digo: nessa vida só vale a pena tentar.
Tentar amar
Tentar ser reconhecido
Tentar mudar
Tentar sentir
Tentar não ligar
Tentar sair
Ser livre
Apaixonar
Falar
Se encontrar
Imaginar
Sonhar , mesmo com o quase impossível.
Tentar que a vida pareça o vôo de um pássaro
Que seja leve, livre e solta.
Sentir e deixar ir
Amar e não se apegar
Conversar com a mais doce ilusão de nosso ser
Sentir a fina lágrima que se joga dos olhos úmidos,
Que caí no mundo que te ensina a ser imundo.
A vida seria mais do que viver
Deveria ser a razão poética de estarmos perdidos.
A emoção, seria nossa amiga
O ver, um companheiro
O tocar, seria o despertar.
Sinta e não sinta
Nade pelas ruas
Sonhe que aquela pessoa que te odeia ou que apenas não te vê profundamente, te ama.
Viva.
Saia.
Mostre você.
A dor que carrego aqui
Ninguém vê
Talvez, nem nome tenha
Mas vejo que ela pode ir embora nas montanhas de verdes gramas.
Sei que existe esse campo, em algum lugar que aos meus olhos é desconhecido.
Ainda.
O piano toca.
Minha mente já está lá.
Ilusão, doce ilusão
De viver
De existir a fantasia tão linda
Viver o que anseio.
Gostaria de ver a chuva cair na estrada
Aqui, já não há mais aquele gosto
Tudo ficou seco
Minhas lagrimas já não molham minha vida
Apenas, caem ao chão
Eu fui e, talvez, para sempre
E sei que no lindo campo verde de montanhas, não estou
Me encontro em algum lugar do perdido cotidiano.
Do que a existência me deu, tentei tirar mais
Tentei até, roubar mais
E, de fato, levei coisas boas
Mas, acho que quis demasiadamente
E nem todos, aqui, tem esse direito
Meu caro, a estrela está em todo lugar
Porém, nem todos têm ou aproveitam seu brilho.
Amei.
Muito.
Acho que fui amado.
Mas de quem eu mais precisei,
Não fui achando.
Meu jardim aguardando, ficou.
Não vieram visitar.
Uma selva virou.
As pessoas não gostam desses lugares
Se acostumam ao perfeito,
Ao jardim de borboletas.
Acredito que o meu, está guardado.
Guardado nas selvas.
Ninguém entra, ninguém vê
Mas sinto.
Existe alguém que o rega.
Tentei.
E vejo que não consegui.
Talvez, ainda poderei alcançar
Afinal, um dia cheguei perto
Por que não outra vez?
A vida é assim, te leva quase lá
Mas sempre, no quase.
Porque tudo é quase ali, quase aqui,
Quase real.
A Srta. Poulain me olhou.
Passou e de longe, virou.
disse:
- Saia daí, sentirá frio aqui.
Apenas sorri.
Acenei.
Por um momento, vi que seus olhos me fotografavam.
Acostumou-se a ser só, mas quando jogava pedrinhas no rio
Observava que a vida era como um sol no amanhecer.
Vivia no nascer e morria ao escurecer.
Quando a última nota de piano cessava
Tudo se calava.
Era boa como o doce bolo de maracujá dos domingos
Com chá.
E quando queria sentir-se parte do mundo, bebia Coca.
Light, pois argumentava que essa não matava,
Apenas corroía.
E de corroído por corroído, todos somos.
Tinha humor. De vez em quando, invejável,
Amável.
Caminhava calmamente
Observando cada nuvem, cada rosto, cada árvore,
Até o riacho
Pois ali, sentava
Entregava-se aos pensamentos
Nunca satisfeita,
Sempre achando que poderia ser melhor
Nada era o bastante.
Que um dia, as pessoas se arrependeriam achando que, tratá-la superficialmente seria o bastante.
Um dia.
Sabe que, esse dias estava pensando se não vou morrer de suicídio.
De vez em quando, penso no meu fim.
Uma música toca em minha mente.
Às vezes, acho que tenho o biótipo daqueles que, por tanto serem destruídos e se destruírem, por não se sentirem uma gota disso aqui, se matam novos. Com ou sem muitas pessoas para deixar.
Na verdade, não sei se as pessoas se importam, entende?
Pq o jogo continua e o pensamento que reina é que se um está fora, melhor.
...
Ouvindo: Lauryn Hill & Ziggy Marley - Redemption Song
Libre at
14:35 |
Abril 7, 2005
Depois de uma conversa com uma amiga, sobre o planeta terra e nós no meio disso, cheguei a seguinte conclusão:
*Pensamento do dia*:
Queria tomar laxante e cagar todo esse mundo que há dentro de mim.
...
Libre at
18:03 |
Sabe, quando fico assim(triste), entro em transe. e o pior é que estou ácida tbm.
Não queria maltratar os outros, mas sempre isso acontece. Quem eu amo, é minha fuga.
Vc já imaginou estar no caminho errado, sempre só, doente, se sentindo...hmm deixa eu ver com qual palavra vou acabar comigo...se sentindo o coco do cavalo do bandido?
Cara, eu juro que não sei qual é a da minha vida...inclusive, não sei qual é a da vida no geral. Não sei o que quero.
Nem sei mais se gosto de jornalismo. Alguns dizem que serei boa como profissional nessa área, mas tudo o que vejo é uma merda de garota, um c* de timidez tentando achar razão em algo que imagina. Tudo o que tenho tido no meu curso, a respeito do jornalismo até agora, não gosto. Tirando as matérias básicas, como essas que envolvem história, filosofia e artes. As que não gosto são essas mais técnicas a respeito do jornalismo. Isso quer dizer que a 1a e algumas matérias da 2a fase foram maravilhosas. Epistemologia foi o divisor de águas da minha vida. Português ajudou bastante tbm. Ah sim! Estética de Cultura de Massa tbm. Artes sempre ajudam na minha vida. Eu amo artes. Agora, eu não amo essa merda de Comunicação Comparada(contar carneirinhos é melhor do que fazer essa matéria) e Planejamento em Comunicação(pqp!). Por enquanto são só essas matérias, mas tenho odiado a faculdade. Simplesmente é um saco estudar numa turma de uns 50 alunos. Publicitários são um c* mesmo(salvo alguns poucos), não querem nada com nada e ao invés de saírem da sala, ficam atrapalhando. F* para eles! F* para a assessoria de imprensa tbm. Odeio essa merda. F* todos os jornais impressos...ou melhor, f* todos os impressos!! Menos os livros. F* as redações! Será que não existe no mundo um jornalista que não goste de escrever? Que não suporta Machado de Assis e odeia trabalhar com jornais e afins? Será que não existe UMA área interessante nessa joça chamada comunicação social? Tô perdida...pqp! Quero que essa bosta falsa de comunicação social vá se f*! Pra que ser falso? Qual é a graça? Quem consegue trabalhar a vida toda com falsidade 24 horas na cabeça e te rodeando? V.T.C! Já falei que não quero jogar essa bosta de jogo! Pq ninguém pode viver em paz? E quer saber de uma coisa? Eu odeio o dinheiro. F*! F*! F*!
F* eu tbm. V.T.C. eu tbm!
Nem discuto mais na sala de aula...o desinteresse toma conta. Não me importo mais com o que os outros pensam e se pensam diferente de mim. Afe!
Eu tô triste, pq me acho uma merda;
" " ", pq me sinto uma merda;
" " ", pq estou completamente perdida e neurótica;
" " ", pq estou frustrada;
" " ", pq estou com medo;
" " ", pq estou só;
" " ", pq vivo nessa bosta de lugar;
" " ", pq odeio assessoria de imprensa e acho que não encaixo nesse meio comunicólogo;
" " ", pq meu pai não caí na real de que se estou aqui, COM TODA CERTEZA, é por causa dele;
" " ", pq só vejo trabalho ruim em jornalismo;
" " ", pq não sei o que quero;
" " ", pq o papa morreu(mentira);
" " ", comigo mesma, por tudo o que eu já fiz e não deveria ter feito;
" " ", por ser uma fdp;
" " ", pq estou em um caminho, mas não consigo enxergar nada;
" " " , pq me mato a cada instante;
Mas eu estou feliz, pq aquele que é o melhor amigo de todos, está comigo.
Hj fiz vários questionamentos.
Me abortem de suas vidas.
Chega.
...
P.S.: Tô tão assim(triste) e cansada que acho que me f* na prova do livro "São Bernardo" do Graciliano Ramos.
Costumo ficar super pensativa, calada e viajando nesses momentos. Que nem essas doidas mesmo.
P.S.2.: Aqui está algumas partes de um post bem antigo de um blog que eu tinha. É o resultado do meu teste vocacional que fiz lá no Objetivo, me deixou doida na época.
Na escola, nunca fui uma boa aluna. Me sentia a vagal, mas não estava nem aí, pq me divertia muito. Mas pensando agora, eu não era, sabia? E sabe pq? Pq desde essa época, eu já questionava a sociedade, desde quando tirava 0,5 em física, matemática, química e biologia, inclusive, ficava de recuperação nessas matérias, eu já pensava muito a sério a respeito da vida. Então, é essa conclusão que chego: era meio inconseqüente em relação as materias que não gostava, só isso. Só estudava quando estava no aperto. Daí, passava e repetia a mesma coisa no próximo ano, ou seja, só ia estudar na recuperação. Pq vagal é aquele que não sabe nada.
Ok! F*!
Aqui está o post do dia 20/12/2002:
Noticias novas? Sim, passei de ano e peguei meu resultado do teste vocacional!
Sem contar, que o cara que estava fiscalizando a prova (de recuperação), me DEU uma cola!
Cena:
Sarah sentada sozinha em uma sala, fazendo prova de física(pois todos já tinham acabado de fazer a prova, só faltava eu)....O fiscal vai chegando perto e olhando a prova....
Fiscal: ''Falta muito aí?''
Eu: Não, só essa questão que não estou conseguindo fazer.
O fiscal caminha até os cartões de resposta e começa a olha-los. Depois, vem para perto de mim....
Fiscal: ''É a 6 né?''
Eu: Ahã!
Fiscal: ''É a ''c'', todos marcaram a ''c''.''
Fiquei meio assustada e demorou uns segundinhos para cair a ficha, ou até acreditar...
Pensei: ''O que? O cara ta me dando cola, sem eu pedir? Putz! Que cara doido! haha!''
Daí, como não sabia fazer mesmo, marquei ''c''. Tava errado. Mas a nota que tirei, foi realmente o que eu estudei!:)
Agora, a respeito do meu teste vocacional....
Veio assim:
Características Pessoais:
- Capacidade de observação;
- Facilidade de avaliação e julgamento;
- Facilidade de expressão;
- Capacidade de organização e método;
- Imaginação;
- Sensibilidade artística;
- Capacidade de interpretação; (?)
- Busca do reconhecimento nas atividades;
- Potencial crítico.
Interesse: Áreas de maior interesse: Artística, Literária e Persuasiva.
De acordo com a avaliação dos seus interesses, aptidões e expectativas atuais, as profissões que mais se destacaram foram:
- Artes Cênicas;
- Cinema e Vídeo;
- Direito;
- Jornalismo;
- Marketing;
- Publicidade e Propaganda;
- Rádio e TV.
OBS: As profissões estão em ordem alfabética e não em ordem de preferência!
Bom, eu já esperava algumas dessas profissões, mas o que me pegou de surpresa foi ter dado Artes Cênicas(sou tímida), Direito(sei lá, nunca pensei realmente sobre isso. O que eu gosto são as tipicas roupas de advogadas, aqueles conjuntinhos de terninho e calça ou saia), Marketing(bleh!) e não ter dado História. Juro, pensei que não iria dar Direito, mas que daria História.
Sabe o que é pior? É que sou uma pessoa de lua. Então, tem dia que quero ser jornalista, tem dia que quero ser publicitaria e tem dia que quero estar em uma pesquisa arqueologica no Egito ou então, pesquisando sobre a 2a Guerra Mundial...Por isso, que às vezes, não sei a respeito de nada do que quero ser.
Ai ai!
***
P.S.3.: Jornalista? Cineasta? Arquivista(arquivologia)? Cheff gastronômico? Psicóloga? Historiadora? Arqueóloga? Advogada? Fotografa? Funcionária pública(mas isso não é de faculdade.)? Alguma coisa de artes? Palhaça? Figurante da Malhação? Macumbeira? E.T? Vaca? Bispa? Papa? Hippie?
Cara, eu tô muito triste...
Sem palavras, vazia como uma represa seca.
Perdida e triste completamente.
E o que posso fazer? chorar...
...
Libre at
18:22 |
Abril 4, 2005
Pq eu não tenho controle sobre mim. Nenhum.
Cansei.
E de mim tbm.
Meu Deus, quando farei as pazes com minha pior inimiga(eu)?
Sou egoista e fdp!
Não me queiram perto de vcs.
Cansei. Chega.
...
P.S.: A única coisa que falta é eu ser má. Inclusive, eu deveria ser, mandar todo mundo ir a m* e viver só para mim.
Mas pera, isso não é ser má...é ser "normal".
Droga.
Libre at
19:05 |
Texto feito em cima de um post já publicado e de um texto de Adgar Allan Poe, chamado "O Homem das Multidões".
Ficou uma m*.
A loucura da liberdade
Naquela manhã, depois das 5:45, não consegui mais dormir. Acordei cedo. Estranho para uma pessoa como eu. Sentia-me forasteiro naquela lugar de ninguém. Lá fora, a cidade estava encoberta de gelo. Em meu pequeno quarto, que agora, continha uma cama vazia para me acompanhar, levantei e me pus a olhar o mundo. Todos os dias, via as mesmas histórias.
Nenhuma data em especial, apenas o cotidiano, dias que tentamos nos manter vivos. O tempo que tenho passado aqui é ótimo para dormir, mas a solidão é maior, pois parece que todos estão ocupados em seu mundo abstrato.
Nos dois meses que olho todos os dias pela tímida janela ao meu lado, de vez em quando, não me sinto em lugar algum, não consigo situar as cores do mundo, fico distante, tentando colorir o branco que penetram meus olhos.
Assim que cheguei, tudo era estranho, e para ser sincero, ainda me incomoda ter de tomar cinco pílulas, duas vezes ao dia, com enfermeiras vigiando, para de qualquer forma, engolirmos a nossa própria morte. As pessoas são simples, acho que pelo fato de a maioria das pessoas terem vindo do interior. Todos os tons de pele, olhos frios, cabelos iguais, todos possuem um estilo que não muda, são iguais. Se olhar os doidos, são ''todos iguais'', se passar a visão para os médicos, tudo igual também. Magros, altos, olhos perdidos, deixando a vida passar, usando roupas parecidas, não há diversidade. É isso que estranhei bastante.
Levanto da cama e chego mais perto da janela, posso ver que, como sempre, o Sr. Joe Cranberrie, como gosta de ser chamado, está lá fora, no frio, com botas e seu grosso casaco xadrez, declamando poesias ao vento. Ele tem família, não sei se é de verdade, mas tem pai, mãe e irmão. Tem dinheiro, não sei se é muito, mas sei que seu pai o sustenta. Estudava em faculdade particular, fazia direito e estagiava em algum circo. Chegou a alugar um apartamento, que por sinal, só cabia uma pessoa, pois vive dizendo que seu quarto era sua cozinha.
É bonito, muitas garotas ainda o visitam, e garotas de respeito, mulheres que sabem se portar, que estudam, que trabalham, que querem algo. É religioso, reza quase todos os dias. Acredita, acho eu, que só Deus poderá ajudá-lo.
Saio do meu recinto, sou convocado a tomar café com pílulas. É tão mecânico tudo isso, que mesmo incomodado, vou sem pestanejar. Penso em como falta algo na vida daquele meu amigo jovem que se diz senhor. Não o acho feliz, e para ser sincero, tenho pena. Angustio-me ao ver ou lembrar do Sr. Cranberrie, pois acredito ser triste ter ''tudo'' mas não ter ''nada'', é muito difícil ser você por você e é terrível ver a sua família e não poder tocá-la. Nesses dias que saímos pelo pátio, ele fez várias perguntas e afirmou palavras que entregou seu coração. Posso ver que carrega a foto de seu pai e comenta muito sobre sua pessoa, mas este só manda dinheiro, pensando esta ser a solução dos problemas que ele passou. Veio para cá faltando um dia para completar seus 25 anos, seu pai o deixou e foi embora. Trancaram-no sozinho em um quarto não muito claro, estava muito agressivo e deprimido. Possui um retrato de família, mas nunca participou de uma. Ele parece querer alguém...sempre é alguém, mas por que não nós mesmos? Sinto que seu amor se perde, pois não tem para quem direcionar, o que gera fraqueza e dor. O conheci e ainda não consegui absorver como consegue sobreviver.
Sento a mesa e tento achar explicações. Talvez a resposta de minha entrega tão rápida a amizade do Sr. Cranberrie seja o cansaço da luta contra a desconfiança nos outros. Em um campo interior, onde só existe você, a razão e o coração, a batalha é solitária. Não morrem pessoas, mas oportunidades, sentimentos, sonhos. E ficar calado em meio a todo esse fluxo emocional é como se obrigar a ignorar o real. Então nos vemos só e caídos no conto do mundo de que "no-final-somos-apenas-mais-um-perdido-no-meio-do-oceano". E vem o frio, porque a solidão é gelada. Quando não estamos em nós mesmos, não nos aquecemos, pois nossos corpos estão vazios. E então pedimos ajuda...gritamos para que tragam alguém, que tragam paz. Talvez, eu esteja cansado dessa posição, minha e de todos....aquela que diz "paz-e-amor", mas que na hora de acabar com o inimigo, somos os primeiros a atirar, porque o certo é ganhar, o certo é ser o valente da história. E se saímos desse clichê, somos os perdedores frustrados. Acredito no amor, mas não o amor "incondicional" humano. Acredito naquele que ninguém vê, que ninguém fala, mas que é tão forte e tão abrangente, que nos leva a querer outros caminhos, como o caminho da vida, mesmo que, em um quarto que não seja seu e num mundo que lá fora, seja completamente branco, vazio.
Gostaria de aprender a andar sozinho, em todos os sentidos, em todos os lugares e por todos os meios...Mas estou cansado de me esconder, de ter de ser o Sr.. X, enquanto na verdade, sou o Sr. Z. Cansei do final do dia, de não ter alguém com quem dividir meus aprendizados, minha vida, meu eu. Sonho? Pode ser...mas como diz a canção..."há sentido na ficção, na realidade não e pensando com a razão, eu prefiro a ilusão." Sim, eu prefiro a ilusão, a realidade tem me consumido demais.
Logo penso: deve ser por isso que estamos internados, por sermos livres meu caro Cranberrie. Peço meu café com leite e tudo continua como nunca deixou de ser.
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Ouvindo: O Baú do Raul - Sociedade Alternativa (VIVA!)
Libre at
14:58 |
Abril 3, 2005
Ganhei uma serenata lindaaaa por telefone, direto de Brasília!
Afeeeee...como eu amo aquela cidade!
Ahhh se eu tivesse um copo d'água!
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Libre at
00:44 |
Abril 2, 2005
Fui fotografar a cadela(Lilica), mas acabei fotografando a madeira da cama.
Definitivamente, meu filme só vai ter fotos do nada em P&B, pq toda vez, aperto o botão sem querer, quando a camera está apontada para "coisa nenhuma".
Só posso ser retardada, não é possível.
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Libre at
19:05 |
1:27 da manhã.
Acabo de chegar do lugar mais alternativo desse Pasto. Chama-se: Café Matisse.
É bem aconchegante, cheio dos quadros e tal.
Só lembrando que Matisse foi um pintor expressionista.
E isso me agrada.
Lá estava cheio do povo que, supostamente combina comigo. Aqueles caras que adoram viajar, sabe?
Supostamente, pq no final, vejo que não combinam, é ilusão de ótica.
O tal do Yamandu Costa, aquele que toca violão muito bem, estava lá..pois é, show do cara.
Os ingressos, simplesmente esgotaram rapidamente. Tbm, a R$ 5,00 para estudantes.
Não fui ao show, fui só no Café/Bar mesmo. Até teve um showzinho muito bom de rock.
Uma guitarra, um baixo e uma bateria. Precisa de mais? Acho que não.
Fora isso, fedo a cigarro, sinto aquele vazio de fim de noite, estou no prejuízo e tenho uma máquina de fotografar ao meu lado.
Ando tão responsável com a faculdade, que esqueci há duas semanas, que tinha que andar por aí, para "clicar" algo para a aula de fotografia.
Tá vendo? Não preciso nem me drogar para ficar assim.
Falando nas "pecinhas" ilícitas, hj escutei: "Nessa época a gente falava de vc.(2o semestre do ano passado, meu auge de contato com a realidade do mundo) Dizíamos que se vc usasse qualquer tipo de droga, se mataria."
Realmente, carrego isso em minha consciência. Se usasse qualquer droga, iria ser mais uma dessas pessoas que morrem aos 30, se não, antes. Pq ia ser uma drogada profunda, que vai até o fundo do poço. Tenho certeza absoluta. Seria uma fuga "muito boa" para mim, entende? Talvez seria uma Janis Joplin da vida.
Até, pq o real não me atrai nem um pouco. Meu mundo é mais interessante.
Mas continuemos na noite de hj. Que até a prof. de fotografia foi. Acreditem se quiser, mas ela é mais tímida do que eu. A mulher mexe com documentários. Massa, ham?!
Não sei, mas sinto que ela possui um problema. Algo muito forte, pessoal. Não sei especificar. Sei lá, mas não acho que ela seja muito feliz. Mas é super meiga. Gente boa! Pelo visto, gosta bastante do tio Edgar Alan Poe.
Pois é, mas ela foi embora cedo. Tomou umas cervejinhas e sumiu. Acho que é seu filho de 6 meses. É, o dever sempre nos chama.
Ficamos eu e meu colega, matutando o mundo e nossas histórias. Muita sinceridade para uma noite só.
Ah sim, talvez a gente saia amanhã para fotografar. Vai ser bom, pois já esqueci a aula toda de fotografia.
Tá bom, mas voltando ao assunto, o real dói.
E é incrível, mas toda vez que saio a noite, volto me sentindo vazia.
Isso não é "normal".
Definitivamente, não me encaixo nesse padrão.
Não gosto de sair muito para bares e afins.
Saio para coisas mais lights que me agradam.
Pelo menos não volto com esse vazio.
Quanto mais saio aqui, mais me sinto deslocada.
Não sei mais o que fazer para me sentir bem nesse lugar. Nada produz química.
Hmmm...hj, na aula de fotografia, descobri algo. Sou vista na faculdade como alguém que no mínimo, pensa...rs.
A prof. de fotografia, disse que outra professora, a de português, aquela que vivia lendo meus "desabafos"(ela que deu esse nome ao meu gênero de escrita..rs) comentou a meu respeito e tbm a respeito desse meu colega, com quem ando saindo. Disse que era para ela prestar atenção na gente.(???)
Sabe, na sinceridade, é bom ser reconhecida como alguém diferente. E eu que pensava que aquela minha prof me achava meio idiota por causa dos meus textos. Até pq somos bem diferentes a cerca da visão de mundo.
Mas para mim, que não sabe o que passa por fora, ou seja, aos outros, é bom, é legal ficar sabendo essas coisas.
É uma força, entende? Não tô me achando, nem nada disso.
Mas é que quando vc já se acha um lixo, palavras boas te ajudam.
Outro dia, ouvi minha ex prof. de publicidade(acho que é uma das unicas profs que tem Orkut...rs) falar que eu não deveria faltar as aulas, mesmo estando um saco todas as materias, pois tinha futuro, seria uma boa jornalista.
Eu? Uma boa jornalista? rs..fiquei olhando para ela com uma cara de "minha filha, tu deve estar falando com a pessoa errada". Achei esquisita a idéia, mas gostei de ver que alguém aposta em mim, mesmo sendo a garota tímida, que não gosta de escrever mas insiste em fazer jornalismo.
Sinto falta de algo...
De aventuras não vividas.
*desabafos da minha vida mexicana* (isso daria um ótimo nome para um blog)
Plagio é crime.
E, até que enfim, lembrei de algo que ando estudando na facul.
Agora, não posso mais copiar os trabalhos da net, é crime.
*Ohhhh!*
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Libre at
02:22 |