Agosto 31, 2005

Por mais que não acredite em burrice humana, estou me sentindo uma burra, uma incapacitada. Consegui fazer uma pauta(bom, eu acho que aquilo seja uma pauta.), fiz sobre a falta de infra-estrutura na [minha] universidade para pessoas portadoras de necessidades especiais; Procurei fontes(pessoas), não foram muitas, pelas circunstancias, porém, mesmo com um pequeno número de depoimentos, colhi algum material. Mas hj, na sala de aula, não consegui escrever um lead e sub-lead* do que apurei, ou seja, da minha própria pauta(assunto que tu vai abordar na matéria, sobre o que vc vai escrever).
Poxa...fico tão travada nesses negócios de escrever notícias que nem sei por onde começar, que palavra usar....nada, nada.
Realmente fiquei triste, por não conseguir algo que eu quero fazer, pois sei que é a "base" do jornalismo, da escrita jornalística.
Não consigo nem fazer um exercício medíocre, imagina os próximos.
Pois é, só consigo escrever essas "merdas", desabafos íntimos, minha vida...diário, como alguns chamariam.
Realmente não sei para o que sirvo. (e hoje, a professora disse que o jornalismo no Brasil é ruim [comparado ao americano, pq lá, tudo é notícia] pq "blá blá blá....tem alunos dentro de uma sala de jornalismo que não sabem o que estão fazendo ali.....blá blá blá". Preciso dizer que me vejo nessa condição? Pareceu até que ela estava falando para mim (sem mania de perseguição)]
...

*Lead é o primeiro parágrafo de uma notícia/matéria/reportagem. Contém +/- 5, 7 linhas e deve responder a 6 perguntinhas básicas: Quem? O quê? Onde? Quando? Como? e Por que? Isso é uma regrinha americanizada para escrever notícias(principalmente em jornais e revistas, no meio impresso). Seria algo como colocar o máximo de informações de maior relevância, no menor número de linhas.
O que não se consegue colocar no lead, coloca-se no sub-lead. Ou seja, pode-se fazer o primeiro parágrafo(lead) sem duas ou mais das perguntinhas básicas citadas ali em cima, só que no próximo parágrafo, devem ser respondidas essas perguntinhas que não foram no primeiro momento, no lead. A isso, dá-se o nome de sub-lead (algo como a "continuação" da sua matéria). Quem inventou essa coisa de "sub-lead" foram os brasileiros.
Meu Deus, como eu sou prolixa! Não consigo ser diretaaa... :\

O que vou ser quando crescer? Eu ainda pretendo nascer, se é que vc me entende.

Libre at 01:03 |

Agosto 28, 2005

Aprendizado do momento

Existem 7 coisinhas que devemos não querer na vida, ou melhor, devemos evitar:

- Ser pauteiro;
- Ser repórter;
- Ouvir a palavra "Dead line";
- Tentar aprender terminologias infindáveis dos meios de comunicação social;
- Achar que todo jornalista é um fumante inveterado; (isso serve principalmente para minha fonoaudióloga)
- Imaginar que jornalismo é fácil e glamuroso;
- (e) Aventurar-se a ser jornalista, ou se achar nesse meio comunicólogo.

Pense 2x, sempre que surgir estes sete tópicos em qualquer lugar. São perigosos!
...

P.S.: sim, estou sumida. A "pauta" anda me estuprando, a "reportagem" tentando ter uma caso comigo, a dúvida de "ser ou não ser, eis a questão?" para este mundo ultra-perdido-louco da comunicação anda corroendo minha mente e a "faculdade" roubando todo o meu tempo de ócio produtivo. O que será de mim amanhã? Penso até que esta seja a questão. (Quem sabe, fumante?)
P.S.2.: Cara! Eu preciso ganhar na loteria!

Libre at 17:03 |

Agosto 27, 2005

"Acho que quando olhamos para trás e vemos o que foi construído, em vez do que foi destruído, sabemos que as feridas sararam e que crescemos de verdade..."

"...não tenho condiçaõ de prever o presente mudando o passado."
...
Libre at 03:59 |

Agosto 17, 2005

Dizem que a gente tem tanto tempo... para tantas coisas...
Não vejo nenhum.
...
Libre at 00:37 |

Agosto 11, 2005

As aulas começaram e a vontade é de apenas comunicar com o que meu interesse chama, produz.
Desde a metade das férias já estava preocupada com o seu final. Andava vagando por minha cama e minha mente. Li, o máximo que pude livros de meu interesse. Tentei tirar alguns, que há muito tempo estavam na fila, ou seja, numa pilhinha que possuo aqui, dos livros que pretendo ler um dia em minha vida. Os Van Gogh se foram junto com Pascal e seus pensamentos. Ao que parece, agora terei de entrar no mundo do crime no RJ("Abusado - O Dono do Morro da Marta"), paralelamente ao mundo dAS Horas. Prefiro o último.
O semestre passado foi tão horrível, que simplesmente já esperava o pior deste. Mas ao que tudo parece, esse será melhor. Bom, pelo menos as matérias têm sido mais interessantes(Ética e Legislação em Jornalismo; Redação Jornalística 1; Radiojornalismo 1; Fotojornalismo; Telejornalismo 1) e os professores também.
Na maioria das vezes, as coisas andam ruins porque eu ando ruim, meu interior normalmente é uma lata de lixo. Ás vezes tenho andado bem melancólica, por isso, digo que ando vagando por aí. Sabe? Tipo zumbi. Mas até que esses dias, bom, pelo menos hoje, estou melhor do que nas últimas semanas, do que nas férias. Ainda entro em desespero de vez em quando, mas é aquilo, nada como um dia após o outro.
Por que o desespero? Porque olho as coisas ao meu redor e não vejo muita vontade de viver no que se tem nesse mundo, pq no fundo, não quero nada (e ao mesmo tempo quero tudo), não me vejo "aqui", muitas vezes, não vejo um lugar para mim, e isso me desestabiliza, pois fico pensando que nunca haverá lugar para mim, que nunca encontrarei a felicidade que almejo (não que eu seja A infeliz, não é isso. Tenho meus momentos, só que eles são um pouco mais profundos. Quero que toda essa tendência depressiva e melancólica que tenho, sumam do meu corpo, do meu ser.)
Nada é uma palavra que significa "tudo" para mim. Eu amo não fazer nada. Até porque o "nada" atual é tudo aquilo que não seja importante aos homens, ao mundo (neo-liberalista), ou seja, tudo aquilo que nos faz "vagabundos" perante a sociedade, porque não gera capital a curto prazo. Meu "nada", minha "vagabundagem" é ler, ver filmes, ouvir música, de forma que, com pelo menos um desses três, eu seja tocada. Tocada por palavras, tocada por imagens, tocada por melodias. Ah sim, também tem o comer e o dormir.
Há alguns dias, esse estado se intensificou quando descobri uma mulher. Foi uma surpresa descobrir quem era a "tal" da Annie Lennox. Para quem não sabe, ela é uma cantora escocesa, ex-integrante da banda Eurythmics (com toda certeza vc já escutou "Sweet Dreams (Are made of This)"). Não sabia de nada, apenas que, certa vez, ela cantou a música "40" com o U2 em 1983. Por conta do Live 8, tive a oportunidade de ouvi-la e de ver quem era a figura (peguei os vídeos). O que posso dizer? WOW! Que voz! Que presença! Bom, essa foi a impressão que tive. Desde então, comecei a olhar algumas letras musicais e foi como se me "achasse", achasse minha dor em outro ser, em outro "eu". Isso tudo me lembra o quanto procuramos a nós mesmos lá fora, nos outros. Essa sensação das músicas ficou martelando minha cabeça...alguns dias depois, procurei algo a respeito de sua biografia. Sim, ela é depressiva, melancólica, aparentava ser "fria", "tímida", fechada e assim vai. Só sei que desde esses dias que a "conheci", a única vontade que passei a ter foi de "conversar" com a srta. Lennox. Isso significa ficar, simplesmente, não fazendo "nada", ficar escutando suas canções entrarem e mexerem comigo, como se fosse eu quem tivesse escrito aquelas palavras. O pouco de sua grande profundidade que pude conhecer foi, algumas vezes, como me conhecer de novo.
Sim, ando perdida....sou e não sou, quero e não quero, sonho e não sonho, vou e não vou, morro e não morro, estou e não estou. A infinita ambigüidade humana.

"...Some things are better left unsaid
But they still turn me inside out
Turning inside out turning inside out
Tell me...
Why
Tell me...
Why
This is the book I never read
These are the words I never said
This is the path I'll never tread
These are the dreams I'll dream instead
This is the joy that's seldom spread
These are the tears...
The tears we shed
This is the fear
This is the dread
These are the contents of my head
And these are the years that we have spent
And this is what they represent
And this is how I feel
Do you know how I feel?
'Cause I don't think you know how I feel
I don't think you know what I feel..."

Why - Annie Lennox
...

P.S.: Se quiserem, peguem "Sweet Dreams", para lembrarem. E se tiverem aceso aos vídeos ou músicas do Live 8, ouçam ou vejam(é o melhor) "Why".
P.S.2..: Até comecei a gostar um pouquinho de Madonna...rs.

Libre at 01:52 |

elementopia | istockphoto

Site Meter
Figura(s) online!

Yo
Blogs
Sites
Arquivos