É, essa é a vida.
Nada a declarar.
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Libre at
21:33 |
Srta 2.1
Me disseram que é "a idade da loucura". (minha amiga Kel, nos encorajando a viver, no começo do ano, numa linda tarde, em Brasília. Inclusive, este dia merecia muitas fotos)
É, acho que começarei a brincar de bang bang com a polícia, ou então, finalmente casarei com Joey - o cactos e fugiremos para Cuba ou para o México. Também posso ganhar o natal publicitário da Coca-Cola, ou a tão esperada vida azul(vulgo: cor-de-rosa. É que não tenho mta simpátia pelo pink...afff) que comprei ao nascer e ainda não recebi. E mais, quem sabe não descubro definitivamente que não existo?!
Nada a declarar....ah sim..Parabéns para mim! *wow! como isso vai mudar minha vida* ¬¬
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P.S.: E pera aí! Quem disse que eu queria crescer?!? Houve algum erro de cálculo.
Ouvindo: eu, tocando como aqueles "perdidos" que ficam na estação do metrô - Nº 344, 156 e Nossa Gratidão
De fato, estou mais sensível. Talvez hj, ou desde ontem. E não é tpm. Não sei dizer se no passado eu era mais sensível, mas sei que, às vezes, sou demais. E será que ser demais é "pecado"? (rs) Existem pessoas que odeiam sensibilidade ao extremo e outros que...bom, não sei de algum oposto que ame, ainda não conheci. Portanto, são os sensíveis os chatos da sociedade? Problemáticos? Quem sente demais é "normal"?
Tá....chega desses blá blá blás, porque já estão me chateando. O propósito desse post é outro. Estava na cozinha, comendo e pensando na vida....não, mentira...na vida eu vim pensando desde a faculdade, no carro. É que enquanto comia, comecei a imaginar a força que o abraço tem ou pode ter em nossos dias.
Veja bem, estou travada, meus pensamentos não estão fluindo com uma lógica, não sei porquê. Vou escrever sem coerência mesmo. (pelo menos pulo uma linha quando mudar de assunto...rs)
Ando bem cansada, muito. Até estressada. E tem horas que me pergunto: pra que? Pra que tudo isso? Eu nem sei aonde estou indo, odeio o que faço, faço por obrigação...e para ir aonde? Dar em que? É uma escolha minha? É, é uma escolha minha.
Sempre gostei de ouvir o que as pessoas têm em mente, o que pretendem fazer. Me sinto bem ouvindo o que fulano fará nas férias, na vida, amanhã, na noite de natal. São planos que nos enchem a alma. E eu ando tão "vazia" disso, porque eu me sinto tão parada, comecei, hj, a ser visitada pela solidão. E ao ouvir cada propósito, me senti tão longe das pessoas. Eu procuro uma vida que me prometeram, desde o dia que nasci...aquelas de publicidade, cheias de...cheias do que se espera, do bem, da felicidade. E tô esperando por ela vai fazer 21 anos. Não que eu seja infeliz, até porque nesse semestre não tive tempo para ficar pensando na felicidade. É aí que me pergunto se as pessoas são realmente felizes...pq elas não pensam na vida, não dá tempo. Será que a gente apenas não leva a vida? E eu gostaria de saber duas coisas: o que é vida e o que é felicidade? Porque a que estou esperando, não existe.
Sou uma ingrata. Ingrata por viver bem e não dar valor a isso. Quer dizer, não sei se não dou valor a isso. Estava pensando desde ontem a respeito de uma pessoa da faculdade, ela tem câncer. É nova, faz mestrado, é jornalista e tem toda uma vida pela frente. O que se passa na mente de uma pessoa assim? Eu tentei me colocar no lugar dela e achei que ia morrer, mas não levei a fundo minha idéia, pois acredito que nessas situações, a garra pela vida fala mais alto e te leva a pensar "eu vou vencer". Parece que a gente só tem essa garra em momentos de um possível fim. E talvez isso seja não valorizar a vida.
Imagino o carinho que esta pessoa não está precisando. Será que ela tem família aqui? Enquanto, possivelmente, ela tem planos de viver, de estar viva, eu não tenho UM GRANDE PLANO, tenho coisas pequenas, como aprender flauta(tin whistle). Vontade é plano? Não, né? Pq minha vontade é viver e sentir a vida. Não ficar vendo o filme passar.
Não tenho idéias nem para o natal, outra coisa que a publicidade me vendeu. Odeio natal, mas amo aquele ar que se faz com as luzinhas, com toda aquela comida e presentes. Tô esperando o natal da Coca-Cola até hj.
Acredito que não possuir planos me faça sentir assim, vazia, só. Parece que todos se vão e eu não tenho para aonde ir, vou ficar. Ficar só num mundo tão cheio.
Hj em especial, estou me sentindo uma ilha no meio do nada. E aqueles pensamentos melancólicos de como é difícil (pesado) viver, voltam.
Tudo que eu posso ser a cada dia, fica para trás e eu não sou ninguém, ao mesmo tempo em que existe uma figura desenhada.
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Finalmente vi aquele filme que o nome me lembra doces. E não me pergunte o por quê. Sou daquelas garotas que carregam as perguntas e quase sempre, sem as respostas. "Vanilla Sky".....Tudo bem que com alguns anos de atraso, já que o filme é de 2001 - data em que eu ainda morava em Brasília e estava começando minha vida estranha = 1º ano do 2º grau. Mas, sem correria, já que tudo chega com seu devido tempo (até, porque eu não ia entender o filme mesmo...rs).
Bom, como sou neurótica, tenho o direito de ficar paranóica e começar a achar que não existo e que, talvez, nada exista, ou, quem sabe, sou um jogo "virtual" (ou não) do estilo "The Sims". Também posso estar sonhando e nada, nada disso acontecendo, ou seja, não moro aqui; não estou estressada; amo profundamente jornalismo e estou no caminho certo; sou confiante; tenho novos e vários amigos; sou sociável; dou bom dia às pessoas, às 7:00 da manhã, com um sorriso simpático; converso com os seres humanos sem medo...Ahh mais do que isso, sou mestra em puxar papo; amo sem medo de perder; liberto e sou libertada; as pessoas se importam umas com as outras; posso caminhar pelas ruas com o vento jogando meus cabelos no rosto, sem ser atropelada; posso ir até a Irlanda, Inglaterra, França e voltar, como um raio; veja só, sou até uma nuvem! E a vida é bela como uma propaganda de cigarros, absorventes e margarinas, onde, como nas duas últimas, toda manhã vc acorda naquele bom humor, olha o mundo pela janela imensa do seu quarto "clean" e quando chega a cozinha, já tem alguém para lhe abraçar, apertar, olhar nos seus olhos e rir...rir apenas para vc perguntar "O quê?!". (ok, vou parar por aqui, pq posso ficar milhões de horas imaginando momentos mágicos, românticos, totalmente bizarros e irreais....mais irreais do que minha vida "real"...rs. Será que isso só é coisa de "menina"? Me pergunto se os homens não param para pensar nos momentos que poderiam viver ao lado de quem amam, algo "ingênuo", romântico, sem as merdas que eles costumam falar, pensando na "Playboy" que eles viram no mês passado...¬¬)
Não sei se alguém já sentiu isso...de ser irreal, de não existir. Dá um nó na mente, mas com uma sensação de "wow! eu não existo, nada disso existe, tudo faz parte da minha imaginação, de outra coisa que acontece em algum outro lugar e me afeta, me levando a pensar e agir assim". Quem sabe não sou um rato de laboratório que imagina ser humano?!
Afinal, o que é o real mesmo? (Já disse, sou a garota das perguntas...ah sim, e uma garota retardada por sinal...o que não é tão mau nos dias atuais, apenas um pouco preocupante)
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P.S.: Não sei pq insisto em ser romântica e utópica.
Não vou dizer que "hoje-recebi-um-dos-melhores-elogios-da-minha-vida" porque sempre é maravilhoso receber qualquer elogio, mesmo que desconcertantes. Pois bem, hoje recebi dois elogios nunca escutados antes. Escrevo isso porque, primeiro, de quem veio o primeiro elogio da noite é de quem eu nunca imaginei que pudesse ouvir algo bom. Refiro-me a minha professora de redação jornalística, "o" carcereiro. Ela é o tipo de pessoa que vc não deve esperar elogios, nem discutir, etc. Mas nessa noite tinha algo "errado" no script da minha vida, das nossas vidas...rs. Ela elogiou a matéria que a quase "jornalixa" aqui tinha escrito sobre uma banda de fanfarras, com descrição de cenário. E no final da aula, quando entreguei às pressas a pseudo matéria que tinha escrito sobre o "Sr. do Amendoim", com descrição de perfil (é sobre um senhor de 65 anos que vende a R$ 1 pacotinhos de amendoim na minha faculdade. Toda noite ele está lá, dizendo como que um mantra: "Amendoim, olha o amendoim torradinho"), ela foi amável e disse que só faltava um negocinho no todo, mas que era por ali mesmo, que estava no caminho certo E QUE...veja bem...esse é o elogio na minha opinião, e que pelo o que ela observou, tenho um estilo de escrita parecido com o de uma ex-aluna dela que tem um texto muito parecido com o da Clarice Lispector.
Perguntei: o nome dela é Fernanda? (rs)
Ela: "Que Fernanda? Qual é o sobrenome dela?"
Eu: Ah, eu não sei falar o sobrenome dela (esse povo com nome de gringo!), mas escreve Reynauld.
Ela: "Ah! Fernanda Reynauld (ela disse o nome certo...rs), sei quem é. Mas não, não é ela. É uma que pintava o cabelo de vermelho, ela é recém formada."
Eu: Hmmm...mas que bom professora, porque amo esse tipo de escrita.
Cara...pqp! Meu sonho é escrever com a profundidade de uma srta. Lispector ou como uma Virginia Woolf! Afe...Quando se escuta algo bom (nem que seja só para vc) da boca de alguém rigorosa, que mete o esporro na gente, é tão bom. Jesus!
É um reconhecimento de toda a tua batalha para escrever um bom lead + sublead + nariz de cera, ou seja, a tentativa de uma boa abertura, de uma boa matéria, e não só isso, mas um reconhecimento de você, da sua luta diária com as idéias, o papel e a caneta (ou o computador). Porque é sério, tenho uma dificuldade imensa para escrever notícias, não gosto...na verdade, nem gosto de escrever. Gosto de devaneios...ler e pensar, ler e pensar (e por fim, analisar como uma psicóloga de textos).
O último elogio da noite foi de uma colega da sala. Há alguns dias, ela pediu que eu e uma outra colega fizéssemos uma lista de filmes para ela assistir. O primeiro filme da lista: "As Horas". Ela assistiu mas disse que achou muito triste aquela "mulher" se jogando no rio. E hoje, ela vira e diz: "Sarah?! Sabe que vc lembra a Virginia Woolf?!"
Eu: Ahn? Como assim? Vc está me chamando de doida? Tá querendo dizer que tenho cara de quem desce pelo rio? rs
Ela: "Não...doida não. Ela era doida? A irmã dela é que era doida!...rs. Mas é que vc parece ser como ela, às vezes tem um olhar perdido e parece querer se libertar de algo. Ela era assim, a Virginia queria se libertar..."
Eu: O_o (fora isso, algumas poucas palavras como: quando vi esse filme, a personagem que mais gostei foi justamente da Virginia Woolf.)
Pela primeira vez escuto alguém dizer isso...porque já tinha me visto naquela mulher do filme. Naquela Mrs. Woolf de poucas palavras, olhares reflexivos com um toque de perdição, com a vontade de encontrar "algo", e talvez, esse "algo" fosse ela mesma (ou talvez não), mas sim sim...sempre com a vontade de se libertar, de viver e sentir a vida.
Todos podem achar Virginia Woolf uma doida (de fato, ela realmente tinha problemas mentais), mas para o meu intimo ser, aquilo foi um elogio.
E eu pensando que essa noite seria mais uma de muitas outras perdidas.
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E pela minha mente passa 500 mil vezes que Nancy Clutter teria sido uma admirável mulher, daqueles seres humanos sem malicias estampadas em sua face. Isso se tivesse a oportunidade de viver além dos seus 16 anos.
Reluto mas não consigo ficar "fora" do que é posto à minha frente. Se entro em contato com algo, seja um livro ou música, entro naquilo, emocionalmente e quase "fisicamente".
Odeio violência, abomino (apesar de ser violenta em certos momentos de escape[violenta em palavras...digo muitos palavrões. Tenho vontade de socar as paredes, de quebrar tudo...mas nessa parte, só fico na vontade, pois ainda não enlouqueci o bastante para fazer essas coisas], por ter tanta raiva guardada ao longo dos anos, o que se transformou em ódio...e eu sei que isso faz muito mal...mata a nós mesmos. Sou o tipo de pessoa que vai guardando tudo....até estourar...por isso a pseudo violência). Voltando ao assunto...é por não gostar de agressão, que meu tema preferido de livros não é homicídios, historias de favelas, estupro e por aí vai...apesar de que no fim, sempre se tem um ganho, e nesse aspecto é o de saber o que não se imaginava acontecer. Nesse semestre, meu mundo de devaneios tem entrado em contato com brutalidade, a chacina de 4 membros de uma família Metodista, amarrados, amordaçados e mortos com um tiro na cabeça, em 1959, nos USA. Sendo que duas vitimas tinham 15(Kenyon Clutter) e 16 anos(Nancy Clutter)....(a família Clutter do livro "A Sangue Frio", de Truman Capote, outro doido que se sentia a última Coca-Cola do deserto...não foi a toa que caiu cedo do cavalo, com pompa e tudo). Outro livro que li, foi "Abusado", do jornalista Caco Barcellos....pelo amor de Deus...o que é aquilo?! Sim, ele escreve muito bem, mas não é o meu tipo de literatura. Isso pq a responsável por passar esses livros, a professora que mais parece um carcereiro (programa predileto: Linha Direta), queria que lêssemos "Cidade de Deus".
Não sei vcs, mas eu fico paranóica, entro profundamente nas coisas, mesmo relutando, procuro informações a respeito do livro e de seus personagens, fotos, matérias de jornais, comentários, imagino no que aquelas vidas poderiam ter se tornado. Tem um site americano só sobre crimes horrorosos...na maioria das vezes, tem fotos e tudo mais(como no caso Charles Manson), mas quando fui atrás dos Clutter, felizmente ou infelizmente, não havia fotos dos corpos. Acho que foi até bom, pois permaneço com uma bela imagem da família. Seria horrível lembrar do Sr. Clutter com o pescoço cortado, com um tiro na cabeça e ver Nancy, em seu quarto, ao lado de seu urso de pelúcia com a parede terrivelmente ensangüentada por sua cabeça estourada. Meus Deus! Uma garota linda, inteligente, delicada, simpática, de 16 anos...falo isso baseada na leitura do livro e no que EU vi nas fotos de cada Clutter(quando eram vivos). Se ela fosse uma retardada, antipática, violenta e chata...não na foto, mas no livro(se o livro fizesse essa imagem dela), acho que não estaria escrevendo dessa forma...mas seria uma lastima de qualquer forma.
E os assassinos eram normais (por fora)...como eu e vc. Pegaram a pena máxima do estado do Kansas, o que significa forca, morrer pendurado por uma corda.
E anos depois, para não dizer outros casos, dois alunos de uma escola americana entram no refeitório e atiram em todos à sua frente, matando um professor e alguns alunos.
Crimes sem real motivo (mataram por matar...não mataram em troca de algo). Vitimas de uma vida violentada pelo ódio. É f* olhar os dois lados da história.
Mudou alguma coisa? Nem vou discutir a questão da pena de morte. Mas e aí, em quem podemos confiar?
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P.S.: Meu irmão chegou ontem de madrugada....e só de escutar sua voz enjoada....enjoada como a minha....sinto que brigas, brigas que não tô afim de levar à frente, rolarão.
1) vc passa horas remontando um texto para chegar na aula e ter fazer 2,3,4 vezes tudo de novo
2) de 3a a 6a vc está numa sala, aproximadamente por 3 horas e não sabe pq, mas sabe que odeia aquilo.
3) vc odeia escrever. E então, seu professor lhe pergunta: "Mas então o quê vc está fazendo neste curso?" e não há resposta....só um não sei.
4) vc amava tv...cinema e tv....parecia até um sonho....depois de estudar como tudo é feito, essas coisas perdem a graça, a magia vai embora. E onde encontrar magia nesse mundo, se não na tv ou no cinema? Então as coisas se tornam amargas, pq nada é mágico.
5) vc faz as coisas e não tem a mínima idéia do porque, mas faz...mesmo sem significado....como um robô faria...pq isso, segundo os homens, é vida, é necessário.
6) vc tem medo de crescer, mas envelhece a cada dia
7) a vida passa como o vento...não podemos segurá-la...e ela é rápida...mais rápida do que 60 segundos. E quando vc vê...é tarde
Tenho lido umas coisas sobre homicídios e sinceramente, às vezes, me vejo com medo. Medo de ser igual aos assassinos, medo de estar perto de um, medo do que pode acontecer...
Hj minha mãe disse algo a respeito do estudo da mente humana...e eu nunca tinha parado para pensar naquilo...e então pensei que, realmente, talvez, se eu estudasse psicologia, ficaria doida.
Não sabemos com quem estamos mexendo....
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Gosto de fazer trabalho em grupo, pois um ajuda o outro, todos "se levam". Agora, quando a maioria recebe toda a carga do trabalho e aquele individuo X(pq sempre tem que ter o tal individuo), com o discurso de "é que trabalho"(24 horas por sinal!), não faz nada...aí é f*.! Ao invés do grupo ser levado, acaba fazendo papel de burro de carga.
E pior, esses indivíduos X, adoram dar idéias e mais idéias....chegam os professores acham uma maravilha. Então...vc sabe quem irá fazer as idéias criativas(para não dizer toscas) do cidadão X, né?!
Hoje eu estava p* naquele laboratório de rádio. Não é a primeira vez que isso acontece entre o cidadão e eu. Sim, sou uma idiota....é o que digo, deveria ser má...sério.
Quer ver que vai sobrar para mim?
E agora, fiquei p* tbm, porque não sei escrever...parece que quanto mais passa o tempo, pior fico na escrita. E quanto mais aulas de jornalismo, menos quero ser jornalista. Meu Deus!
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Libre at
22:44 |
Outubro 2, 2005
Wake up dead man
(Levante-se homem morto)
Jesus, Jesus help me Jesus, Jesus me ajude
I'm alone in this world Estou sozinho nesse mundo
And a fucked-up world it is too. E num mundo fodido
Tell me, tell me the story Conte-me, conte-me a história
The one about eternity Aquela sobre a eternidade
And the way it's all gonna be. E a maneira como tudo será
Wake up, wake up dead man Levante-se, levante-se homem morto
Wake up, wake up dead man. Levante-se, levante-se homem morto
Jesus, I'm waiting here, boss Jesus, estou esperando aqui, chefe
I know you're looking out for us Eu sei que Você está nos vigiando
But maybe your hands aren't Mas talvez suas mãos estejam
free. ocupadas
Your Father, Seu Pai,
He made the world in seven Ele fez o mundo em sete dias
He's in charge of heaven. Ele é o responsável pelo céu
Will you put a word in for me? Você dirá alguma coisa por mim?
Wake up, wake up dead man Levante-se, levante-se homem morto
Wake up, wake up dead man. Levante-se, levante-se homem morto
(...)
Jesus, were you just around Jesus, você estava por perto?
the corner?
Did you think to try and warn Você pensou em tentar e preveni-la?
her?
Were you working on something Ou Você está trabalhando em algo
new? novo?
If there's an order in all of this Se há uma ordem em toda essa
disorder desordem
Is it like a tape recorder? Isso seria como uma fita gravada?
Can we rewind it just once Poderíamos rebobiná-la apenas
more? mais uma vez?
Wake up, wake up dead man Levante-se, levante-se homem morto
Wake up, wake up dead man. Levante-se, levante-se homem morto
Acordei num súbito susto, olhando o relógio marcar 13:00 h, pensando ser segunda-feira e por isso eu estar f*, porque não fiz tudo o que deveria no final de semana.
Minha consciência foi retornando e fui notando que havia algo errado, pois lembrei que ontem foi sábado.
Deitei na cama novamente, fechei meus olhos e vieram filmes do passado. Lembrei que hoje é domingo e não tenho com quem falar, para quem ligar, com quem sair, ver algo interessante. Pensei que não é justo ser arrancada dos meus amigos que tanto amo. Ser arrancada...seja do que for que eu tive, desse "tive" que sinto falta, especialmente neste dia.
Então, um ódio tão grande, explosivo me invadiu, saiu de onde não deveria ter saído. Não deu nem tempo de eu ter algum humor...a raiva expandiu.
E as primeiras palavras do dia foram: Sabe o que passa pela minha mente agora? Que não é justo, não é justo eu ser arrancada dos meus amigos.
"Eu não vejo assim", disse a minha mãe.
Hã? Eu não fui arrancada? Eu me sinto arrancada. Hoje é domingo e se antes eu não gostava de domingos, agora odeio.
"Por que?"
Por que?! Olha isso aqui! Eu não tenho para quem ligar, não tenho com quem conversar, não tem um lugar interessante para ir, meus amigos estão do outro lado...bla bla bla. Por que tinha que vir para cá? Sinceramente que eu queria que essa m* toda pegasse fogo! Por que aqui?! (eu já não lembro tudo o que disse, sei que comecei a falar palavrão, pq o meu ódio é assim...saem em palavrões)
"Sarah, vc quer ir com a gente no Itaguaçu?"
Itaguaçu? O que eu vou fazer naquela p*? O que tem lá? Não tem nada naquela m*....aqui não tem nada! Essa província....bla bla bla...
"Comprar cueca para o seu pai"
Pelo amor de Deus!
Passado alguns momentos....depois que tinha almoçado, enfiado minha cara em doces....voltei ao meu quarto.
Minha mãe(no quanto dela, com meu pai): "Sarah? Quanto que falta para você comprar seu relógio?"
Mãe, eu não quero dinheiro, eu quero mudar daqui. Nada que vcs me derem vai me fazer feliz aqui...nada. (Falei essas coisas com tanto ódio...todo esse diálogo na verdade, e saiu algo..sei lá...não sei se é minha mãe que anda com surdez ou eu que falei para dentro, que ela não escutou direito...ou fingiu não escutar)
"Que?"
*silêncio*
Às vezes, parece que meus pais querem me "comprar", querem fazer de mim uma consumista frustrada. (o que não é tão ruim. Mas dinheiro...eu preciso, mas quero meus amigos, quero ser abraçada por eles e isso, o dinheiro não compra.)
Parece que eu perco tudo o que eu queria viver com meus amigos. Me sinto só neste lugar. Não gosto daqui. Me lembro quase todos os dias das grandes pessoas da minha vida, mas me sinto esquecida. Sei que tudo isso não é de todo, verdade, mas é o que sinto. E deixa eu sentir, pq só tenho isso....não tenho com quem falar, a quem perguntar ou confirmar. Sei que expectativas não são reais, sei que há um cotidiano em Brasília, que minha vida lá também seria "boring". Mas vcs entendem? Entendem a o sentimento de ser arrancada, de ser separada das pessoas que vc poderia passar o domingo juntas, entendem a sensação de perder o crescimento de todos? De amar tão delicadamente e se sentir esquecida?!
...
P.S.: Sempre disse que essa música do U2 é a minha cara.