Maio 16, 2006

Aconteceu algo inesperado: recebi um abraço.

Wow, há quanto tempo não recebia um desses?
Notei o quão rápido acontecem os abraços desses tempos atuais, são até frios perto do que recebi. Fui envolta de calor humano, de braços largo e pequenos....

Tá...tenho que trabalhar...Trabalhar, Sarah, trabalhar!
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Libre at 10:16 |

Maio 6, 2006

Para entender, leia o post abaixo (o primeiro do dia 06/05/06)

Olha só que coisa, ontem, pensando dentro do ônibus a respeito de sonhos, rabisquei isso:

Acredito que os homens estão a procura de um diamante, mas têm medo de encontrá-lo dentro de si.
(Quando encontramos, parece que vai explodir [que vamos explodir]).
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Libre at 01:11 |

Um turbilhão de pensamentos! Meu Deus, como é difícil sonhar! Digo, permanecer no seu sonho, no que você acredita.
Acabo de voltar de uma aula tão forte, emocionalmente, que estou cheia...cheia de tantas questões, de sorrisos, tristezas, esperanças, perdição....Hoje tivemos aula de rádio com a fonoaudióloga que ajuda o prof. das sextas. Em matéria de dar aula, ela é muito melhor do que ele, portanto, a coisa toda está mais para benção. A questão toda é que ela deu um ensino do tipo "ACREDITE EM VOCÊ", sonhe e se seu sonho ainda não existe, faça acontecer. Parece conversa de boteco, né? Mas para quem anda perdida (profissionalmente), odiando o curso que freqüenta de segunda a sexta na faculdade, sem acreditar muito no que faz, no que pode ser e com pais dizendo que você deveria tentar concurso público ao menos uma vez por mês, isso tudo soa como um balsamo. E o melhor de tudo: ela é um exemplo vivo de tudo que disse. Conseguiu o que, aos nossos olhos e ouvidos não parece muito, mas que representa seus sonhos "fonoaudiólogicos". Aquela que não tinha e não era nada, recém-formada que trabalhava no HU (Hospital Universitário) e não recebia um tostão (isso, nada mesmo), que perdeu vários concursos, hoje trabalha em tantos lugares que não dá conta do que faz. Parece até novela mexicana, mas e daí? A MINHA vida, por um ângulo, pode-se dizer que é bem "Betty a Feia" com "Maria do Bairro" e mais um pouquinho de "Carrossel". A sua não é?
Eu prestava atenção em cada slide do Power Point, comia cada palavra que saía de sua boca, meus olhos eram atenção profunda com chamas invisíveis. No fim daquela enxurrada de sobrevivência, senti vontade de chorar junto com as lágrimas de satisfação que saiam de seus olhos (ela contando sua experiência pessoal). Observei o quanto ando sedenta pelo "acreditar".

Já achei que sonhar fosse igual a morte, que imaginar servia para criar frustração, problemas e infelicidade, cheguei a pensar que a pior coisa é acreditar em mim (porque olhando bem, o sonho pode ser isso, dar credibilidade a você mesmo, dar chance, ter respeito...). Hoje, vejo que podemos até nós entregar a essa condição vazia que o mundo tem para nos oferecer, isso é mais fácil do que acreditar em algo, mas se quisermos manter a fogueira acesa, só acreditando. Quem dera se o mundo ao menos ainda fosse utópico! Hoje, nos resta "isso", o que vemos por aí: habitantes de um planeta quase perfeito (quase, porque nós, homens pensantes, já destruímos sua perfeição) sem sonhar, seguindo o pronto como se aquilo fosse o único caminho, não há mais impossível onde vivemos, ter grandes ideais não faz parte do nosso ser atual. Pra quê? Isso teria que gastar tempo pensando. Se a utopia existisse, pelos menos sonharíamos.

O que tiro de estranho nessa noite foi que notei um comportamento "novo" em mim. Depois da aula, ao falar com a professora, deixei escapar coisas bem intimas minha (quer algo mais intimo do que sonho?), disse que estava perdida no curso desde que entrei na faculdade (sim, eu imaginava estar certa do que queria...hoje continuo querendo quase a mesma coisa, só que vejo que o curso que faço não me faz alegre), disse que andava num estado de desanimo, que ando sem acreditar muito nos meus sonhos (que são tão grandes perto de mim!), que gostaria de não trabalhar com nada daquilo que aprendo em jornalismo, mas que gostaria de um dia escrever livros e mexer com tv e cinema, sobretudo escrever coisas. Isso gerou um certo incomodo em meu intimo. Por que? Não sei explicar, mas essa parte do livro, acho que ainda não tinha dito a ninguém do jeito que disse ali, naquele momento. De modo que agora, parece que TENHO que fazer isso, parece que contei algo muito grande a respeito de mim, muito meu e aquilo ficou descoberto, à mostra. Me sinto diferente com essa idéia agora. Comecei a me questionar a respeito de quando pensei nessa coisa de escrever já que tenho justamente esse problema no jornalismo, se já carregava isso há muito tempo, se não é algo passageiro....o que é de fato...Sei lá, me perdi no medo de algo. Me arrependi um pouco de ter dito.
É melhor ouvir do que falar. E eu deveria me conhecer mais para me respeitar.
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Libre at 00:34 |

Maio 5, 2006

Ai que saco! Mil pessoas interferem na sua vida sem você ao menos pedir e o que elas lhe disseram incomoda tanto que no fim, você fica com medo de estarem certas.
Normalmente, chamamos essas pessoas de fdp. Porque sempre há uma ou dezenas delas.
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Libre at 14:29 |

elementopia | istockphoto

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