Brasil X França. Brasileiros X Copa.
A Copa é como uma pílula nostálgica. Nos lembra ressentimentos antigos que ficaram entalados na garganta, quando nosso time perdeu; pára países por conta de partidas e eleva uma nação ao primeiro patamar mundial, mesmo que esta esteja corrupta e subdesenvolvida (se é que isso ainda exista). Ahhh...lembrou de algum país? Pois é, é o nosso caso, é o caso do Brasil. Mas, durante um mês, duração da Copa, transformamo-nos em OS nacionalistas supremos, como nunca fomos antes. E tudo é Brasil, até a camisa daquele japonês lá na Alemanha.
Não sei a respeito do comportamento dos outros países, mas acredito que o caso brasileiro seja o seguinte: não se tem orgulho de algo que não é bom. Por exemplo, veja os Estados Unidos. Os caras se sentem a última Coca-Cola do deserto, muitos possuem a convicção de que realmente são os melhores do mundo, de que têm a melhor democracia, de que são os mais livres, ou seja, são "supers" em tudo. E pergunto: os filhos do Tio Sam são patriotas? Tanto, a ponto de invadir países em nome da "liberdade" (vulgo McDonalds e Blockbusters da vida). Tudo pela "american way of life", no matter what! Agora...e por que o Brasilzão não é? Na minha concepção, nossa população acha o país falido política, econômica e socialmente. E não acredito que nosso comportamento no dia-a-dia seja de uma visão focada no futuro, pelo contrário, agimos como "Ah! O Brasil sempre foi essa merda mesmo!". E o que nos resta, então? Esportes, claro. E talvez, por compaixão, Deus nos deu uma pequena porcentagem a mais no futebol em relação aos outros países desse mundo. Até porque ser ruim em tudo não dá...
Uma coisa é certa: todos mudamos na Copa. Pena que certas mudanças sejam ligeiras. Mas o belo desse momento é que provamos ser possível falar uma só língua: a da bola, a do orgulho pelo nosso país (em um campo), nem que seja durante 90 minutos.
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I'm. Feeling. Like. Crap.
Causa 1: participação sem nenhuma vontade, noite passada, no telejornal universitário como crítica;
Causa 2: não tenho jogo de cintura;
Causa 3: não consigo controlar os "malditos" músculos do rosto (quando fico p* da cara, como ontem, é totalmente visível. E o pior, essas coisas não estragam minutos do meu dia....estragam o dia todo);
Causa 4: fiquei mais horrível ainda na TV (fora que a câmera engorda uns 5 kg...sério mesmo!) ;
Causa 5: por ter retorno de imagem enquanto acontece a gravação, fiquei me vendo na TV. Sou mais feia e largada do que imaginava. Saí com a seguinte pergunta: Que tipo de bicho eu sou?;
Causa 6: no fundo, gostaria de ser razoável nessas coisas de aparecer em TV e rádio....mas minha voz some e fico vermelha;
Causa 7: TV causa baixa auto-estima;
Causa 8: gostaria de ser melhor.
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Se pudesse segurar o tempo, seguraria essa fresca e tranqüila tarde. É segunda? É...mas quem disse que não poder ser boa? Ainda mais quando o céu está sereno, tem copa na tv quase o dia todo e você, depois de trabalhar toda manhã, pode simplesmente descansar e só depois, pensar em Projeto Gráfico I.
Tardes são maravilhosas...que o diga o tempo em que eu estudava nessas horas. Tudo tão calmo, apenas gritos de "golllllllll", ou as cigarras com seus "assobios" infinitos é que sobressaiam de vez em quando pelo ar.
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P.S.: Se BSB não é a capital das cigarras, então está perto de ser....há momentos ensurdecedores!
Uma pergunta: como a cigarra come/vive se ela passa quase todo o verão parada (acho)? Serão as cigarras as formigas do inverno?
P.S.2.: Aposto como meu professor de rádio diria que essas questões são completamente "impertinentes"...
P.S.3.: - Nerd!, acaba de dizer meu superego.
Futebol é uma coisa mesmo...
Estava vendo Paraguai X Suécia pela Copa e pouco a pouco, minha mente foi retornando láaa para aquelas quadras da minha infância, com cimento, pintadas de marrom e linhas brancas dividindo as áreas de um campo de futebol de salão. E claro, não podemos esquecer dos dois gols que ora tinham redes, ora ficavam nus.
Fico pensando: como o futebol pode ter me influenciado tanto? Sim, sou brasileira, o que já me dá automaticamente o passaporte para jogar bola, pois Brasil + bola = brasileiro; vida; show; sonho; sorriso....e assim vai. Ou será que foi influencia de irmão mais velho? Dizem que os caçulas são sempre influenciados por aqueles que nasceram primeiro no ninho...mas será? Confesso que meu irmão sempre foi melhor em basquete e vôlei do que com as bolas nos pés. Acredito que meu pai também. Sabe aquelas "peladinhas" de churrasco? Pois é, aqui em casa, normalmente se jogava nessas condições. Mas não eu. Foi tudo tão rápido que nem me lembro da primeira vez, da vez que me apaixonei por uma esfera de duas cores. Eu sei que era pequena, moleca (sempre fui, por isso não gostava muito da idéia de brincar de bonecas e afins). Não sei se foi na escola ou na rua de casa, se foi com meninos ou apenas uma parede branca, mas no quesito futebol, eu nasci diferente.
Que me lembre, isso lá pelos 9, 10 anos, na primeira série da escola, passava mais tempo nos campos de futsal do que sentada. No começo, eram poucas meninas, porque ao que parece, elas estavam preocupadas em....em...ihhh! eu não sei, porque caindo agora na real, eu não brincava muito com meninas na minha infância, então não sei o que elas fazem ou faziam na minha idade de preocupação em perder meu tempo com o futebol. Mas logo depois, garotas e mais garotas apareceriam e formaríamos um time de brincadeira.
Se alguém já me chamou de menino? Não, pelo contrario, conquistei o respeito destes com a bola no pé, até o último dia em que joguei. E quer saber do mais? Formávamos um ótimo time e foi com eles que aprendi a driblar, a chutar e acho que posso dizer a jogar.
Da 1ª a 8ª série, joguei em recreios, educação física, campeonatos internos da escola e já no final da diversão, no campeonato escolar de Brasília. Lembra do time de brincadeira que as meninas tinham? Pois é, no maior campeonato que participamos, sem treinar (juro!) ficamos em terceiro lugar. Nessa época, ganhamos uma medalha grossa, linda e uma carteirinha esportiva de atleta, que até hoje guardo comigo. Acho que nunca levamos muito a serio esse negócio todo, pois nossas partidas eram brincadeiras mesmo, nem treinávamos, era tudo ali, na hora, pura euforia.
Eu e a maioria dessas minhas grandes amigas do futebol permanecemos na mesma escola por oito anos, até nos formarmos no ensino médio. Formadas, cada uma começou a seguir caminhos diferentes, uma entrou na escola A, outra na B e eu no O, O de Objetivo. Acho que foi assim que nossas vidas começaram a caminhar. Eu, por incrível que pareça, comecei a odiar educação física e a fazer relatórios a respeito da aula, já que nunca queria participar. Amei loucamente o futebol até os 17, 18 anos. O Corinthians, dos 12 aos 17 (depois de vários times passarem pelo meu coração, só o Timão ficou...rs) e hoje, não ligo se ele perde ou ganha o campeonato Brasileiro, ou se fulano fala mal do meu time, acho que não faz mais parte da minha vida, virou um porta-retrato na minha "escrivaninha". Parei definitivamente de jogar aos 16, quando entrei em novos ares acadêmicos, fiz novos amigos, novas alegrias e conheci outros sentimentos, quando passei a conviver com dores desconhecidas, daquelas que a gente não sabe de onde veio, mas nos dá "oi" quase toda manhã. Com o sensação de perdição juvenil, conheci também a reflexão, aquela que volta e meia ainda vem me dar aulas de ser ou não ser, eis a questão.
É...hoje, em Paraguai X Suécia posso dizer que também entrei em campo. Fora de forma, mas entrei. O futebol é uma coisa mesmo....uma só língua, uma só comunicação, é a nação da esfera de "duas cores".
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