Maio 28, 2007

"Campanha Eu Quero Acreditar na Sarah!

Para aqueles incapazes de aceitar as evidências de que a Sarah não existe fora da Internet. A participação contínua na campanha requer tenacidade insana e um mínimo de resistência emocional para suportar a constante frustração das falsas aparições. 'O problema', afirma Geddy Lee, 'é que várias pessoas se fazem passar por Sarah, ao mesmo tempo que alguns participantes de espírito enfraquecido tendem a vê-la em todos os lugares. Estamos implementando um sistema de monitoramento da região Kobrasol/Campinas a fim de atestar com um certificado de autenticidade a Sarah verdadeira. Claro, assim que descobrirmos que ela existe mesmo.' "

Eu já imaginava que minha vida fosse um Vanilla Sky*....=D
...

* texto de 25/10/05

P.S.: aliás, vou até ver o filme novamente!

Libre at 00:08 |

Maio 26, 2007

"Ai que loco!"

02:48 da manhã e eu lendo palavras desconhecidas* de mim mesma - porque por mais que outro as tenham escrito, fazem parte de meu "eu". O outro meio que "falou" meu inconsciente, deu um "texto" para ele, clareando-o.
Enquanto a sociedade busca um "não-sei-o-quê", iludindo-se "hedonistiamente"** (acho que essa palavra não existe), me tornei por alguns minutos niilista. Uma pseudoniilista. Aliás, uma "niilistinha". Nesse exato momento - e por esses dias tbm - ando tão desacreditada. A vida dói - mas de certa forma, e muitas vezes numa grande forma, é boa.
Sei lá...é como tio Vinicius (de Moraes) já disse:

"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão."


Vai saber....
...

* texto de 5 de Abril de 2007.
** ou simplesmente deturpando o hedonismo.

Libre at 03:28 |

Maio 14, 2007

Estou toda perdida aqui tentando achar mitos, relendo Barthes em "Mitologias", visões pluralistas a respeito dessas idéias etc. Acabo por descobrir que não sei dizer "olha um mito ali!" vendo um filme e que possivelmente sou guiada por eles. Aliás, muito bem guiada, já que estou numa condição cega.
Ou eu não entendi as idéias de Barthes, ou não entendi o filme que vi (Cidade Baixa). Quer dizer, mito sei o que é, talvez o que eu não saiba é lê-lo.

Muitos críticos falam bem de "Cidade Baixa", mas o povo que vê, que não tem pretensão em escrever uma crítica ou discutir a história, acha simplesmente horrível. Vi por causa disso. E sabe, chego a conclusão que não entendo esses críticos. Posso ser uma tonta e não ter entendido o "coração do filme", mas do que vi, entre outras coisas, é uma enxurrada de palavrões gratuitos. O que mais li nas linhas críticas do povão foi "o filme é como a maioria das películas brasileiras, cheio de pornografia e palavrão". Claro, isso para os mais conservadores (ou não, quem sabe? Tô começando a acreditar que esse negócio de conservador pode ser um mito também). Sabe o que andou circulando por minha mente? "Cidade Baixa" possivelmente possui o mito do palavrão nas periferias, se é que existe. Há TANTO palavrão que fica clichê, em certas cenas, o Lazaro Ramos falar "porra!".
Penso nisso como um mito, porque todo filme que vejo sobre favela, periferia e afins, é uma gratuidade de palavrões e sexo que fico pensando: quem disse que é assim?
Acredito que a repetição leva à peseudoverdade. O que quero dizer é que se a maioria das estórias/histórias são retratadas pelo mesmo ângulo, o povo que entra em contato com o filme também acredita que é verdade, que É ASSIM! (assim como os roteiristas e diretores, no mínimo). Esse comportamento de falar as famosas "palavras torpes", inclusive muito rotulado de "coisas da baixa-sociedade", existe no mundo inteiro, independente de classes a meu ver. Começo a questionar se o próprio favelado que se vê retratado no cinema acredite (se ele puder ir ao cinema) que toda aquela realidade que dizem que ele vive é "real".
E tem mais uma coisa, você não acha que esses filmes formem papeis? Veja bem, se um menino morador de favela começa a ver várias histórias que retratam a vida nas periferias e se depara sempre com o mesmo tipo de rótulo, sempre com ladrões, palavrões etc, não acha que ele próprio introjetará o que absorveu na tela? E no caso de um garoto classe média-alta, será que não serviria de alienação sobre as favelas, no quesito de continuar achando que aquele bando de gente que mora no morro é criminoso?
Talvez, esse filme ajude a manter a visão popular de que filme brasileiro é uma porcaria. Aliás, nesse momento acho que tudo é mito, será que até essa visão de que o Brasil odeia seus filmes não seja mentira? Na verdade, acho que reproduzimos o que lemos com base em pouquíssimo saber (e é por isso que repetimos). Não sei se estou certa, mas parece que o mito generaliza as coisas, as falas, e por aí vai...
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P.S.: ainda tenho medo de falar que filmes rotulados como bons, sejam ruins.

Libre at 20:49 |

Maio 6, 2007

Nota: 3,0




"Quatro mulheres são grande amigas, mas enquanto três delas possuem uma vida confortável a outra enfrenta problemas financeiros. Com Jennifer Aniston, Catherine Keener, Frances McDormand, Joan Cusack, Jason Isaacs e Scott Caan."

Este filme é tão vazio que fiquei pensando se realmente essa não seria a proposta da diretora/roteirista.(?) Um filme que passa a vida dos ricos de maneira fútil, onde os problemas são típicos: que sapato usar na festa?; Preciso construir um segundo andar na minha imensa casa para ser mais feliz; etc...
Outra coisa, que filme mal explicado! Como alguém (Jennifer Aniston) que era professora de alguma high school, desiste e vai ser empregada doméstica (por pressão), porque os alunos a insultavam na escola por ser pobre, em pleno Estados Unidos, sendo que por lá, provavelmente uma doméstica não possua a metade do valor de uma professora? Não diria que o filme é bem irreal, mas é bem mal explicado e fútil. Quem lê a capa do DVD se ilude pensando que dessa vez os americanos saíram do clichê.
Adoro Frances McDormand, uma das melhores atrizes dos USA, mas nem ela salva o filme.
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Libre at 12:59 |

elementopia | istockphoto

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