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Agosto 30, 2007 |
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Monólogo.
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Agosto 28, 2007 |
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Acho interessante a questão em torno da vida dos autores. Por mais que Barthes pregue para que se dê ênfase apenas na obra, não concordo com esta idéia da tal “morte do autor” e acredito que dependerá dos interesses de cada leitor em “bisbilhotar” ou não o que se passa naqueles instantes de escrita do criador – se é que alguém cria algo. Eu a-d-o-r-o saber e até achar coisas a respeito dos que escrevem um texto. Se o que está no papel é pessoal, melhor ainda – e, afinal de contas, o que não é pessoal? De certa forma, tudo está baseado em nosso particular. E quer saber? Só isso me importa. E acho que é por esta razão que não sou chegada a matérias, ou melhor, ao mundo jornalístico. Acho, e posso estar sendo extremista – aliás, na maioria das vezes estou no extremo, não sou chegada a meio termo -, mas acho uma “perda de tempo” ficar relatando que fulano foi assassinado, que o outro roubou um pé de couve, que não sei quem ganhou na mega sena etc. Por mais “importante” que isso seja – e vai depender do mundo de cada um -, na minha humilde opinião, o que há de mais útil e “verdadeiro” é o sentimento humano. Se há uma verdade, está dentro de cada um – e também sei que isso soa romântico demais. Não quero saber se fulano roubou couve, quero saber o que ele sente como ser humano – por exemplo, ele é feliz? Quais os sonhos de vida que ele tem? e por aí vai. Talvez, esses fatores expliquem minha curiosidade por escritores “complicados” e, de certa forma, dramáticos – vulgo Mrs. Woolf e outros que minha mente de galinha velha não guarda. O que me chama atenção não é nem tanto a Mrs. Dalloway da vida, mas a mente de Virginia. Sim, num primeiro momento posso gostar muito do texto, mas depois, me fixo no autor e em suas histórias de vida – ou do que é contado (versões) sobre sua vida. E então, e a objetividade? Que vá para o lixo! Não vou dizer que odeio objetividade, mas na minha escala de 0 a 10, ela está em 2...tá bom vai, 3. Deve ser por isso que gosto de filosofia, psicologia e esses “ia” infindáveis. E cá pra nós, a fascinação não é à toa. Nenhuma. De certa forma, sempre procuro o que vou me achar. Alguém já não disse que procuramos espelhos?
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