Setembro 23, 2007

Oh my God! I really am "Sarah the imaginary"!
Relendo o post anterior, chego à conclusão de que há muito mais Ally McBeal em mim do que pensava. E isso está totalmente ligado ao jeito que levo a vida...the inside thing, the imagination thing. As gramas de Marte (eu, meu mundo, sol) são muito mais verdes do que a da terra (aqui, agora, "real", triste). Real and (maybe) unreal. I prefer the word "fiction".

"I'm a person who hears bells, Barry White, voices... My inner world is bigger than my outer one."
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Libre at 02:12 |

Setembro 7, 2007

Toda vez que fico triste assim, gostaria de escrever um belo texto. Mas nem isso tenho conseguido. É por isso que este blog anda meio “abandonado”. Até, porque meu processo de escrita é feito com tristeza. Só consigo escrever mesmo e acho que até bem, quando estou dolorida. E como minha vida tem mudado bastante (nesse aspecto), quase não tenho o que me mova a escrever aqui. Já não tenho aquela sensação de antes, do quarto escuro com a chave escondida, do fundo do poço, onde tudo é negro, da tristeza geral em minha vida. Depois de alguns anos assim, acho que fui melhorando. Vivo bem, agora. Tenho momentos de tristeza, mas não pelo mês todo. Há mais “sol” em minha vida também. Já não sinto a solidão gelada o tempo inteiro. É diferente.
Mas tenho que dizer que em momentos de feriado e alguns finais de semana uma solidão triste me abate. Não é nada depressivo, porque não sinto aquela coisa negra, escura dentro de mim, mas é solidão. Em feriados e algumas férias, sinto que todos foram para um outro lado. O lado de “lá”. Eu tô aqui, fiquei. E hoje há este sentimento na casa. Será que alguém me deixou? Não, pois acho que quase não me deixam, eu é que deixo os outros (já ouvi, ou li alguém falar isso). Enquanto muitos correm para o abraço de alguém que queira saber o dia deles, recorro ao violão que é manso e quase “silencioso”. Sem vontade de cantar, de emitir qualquer som de voz. Também não gostaria de pensar em nada. Ainda não sei ao certo, por que estou assim. É cansaço, preocupação e tudo mais? É, pode ser...mas hoje estou só na profunda procura por “alguém”. Profunda por ser bem intima. E o triste é não haver essa pessoa. É ela ser ninguém. Não me refiro do real, mas do irreal mesmo. De não “existir” (se materializar) o que minha mente cria. Se assim o fosse, eu ainda teria dias cheios de amabilidades. São tudo coisas romanceadas, né? Contos de fadas. Mas é uma pena que a vida não seja assim. Uma pena ser só num mundo de tanta gente, de tantos ouvidos que poderiam te ouvir. De tantas vozes que poderiam dizer “eu te amo”. Isso sim é triste, ter “tudo”, mas não ter “nada”. Abraços perdidos, gentilezas apagadas...sei lá. E mesmo que muitos digam, se as pessoas que queremos não dizem, de nada vale. A vida é assim em dias de feriados. Deserta como a Brasília que senti por muitos anos dentro de mim. Tão feia e tão deserta. Tão seca que nem uma flor escolheria nascer ali. Aquela capital sou eu. Ou foi eu. Meu medo é que ela ainda esteja aqui dentro e um dia ressurja. Por isso tenho receio de voltar para lá, por isso também, digo que não estou curada para retornar. Talvez, nesses dias solitários de feriado eu esteja me abandonando.
Não fiz nada que deveria ter feito nessa semana. Não fui à psicóloga que tanto amo. Não cuidei de mim. Não depositei o dinheiro das revistas antigas que comprei. Não fiz a matéria do jornal da faculdade. Nada, praticamente não fiz nada. E minha monografia? É capaz de só apresentar no semestre que vem. Com muito suor, eu poderia fazer isso agora. Isso é verdade. Mas mais uma vez, vou ficando do lado de “cá”.
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P.S.: nunca sei para aonde estou indo também...

Libre at 00:01 |

elementopia | istockphoto

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