Abril 20, 2008

Sabe, acho que uma parte de mim - que já foi grande, mas está mudando, a atual configuração é uma parte pequena - ainda sustenta o medo de amar. Por que? Acredito que haja duas vertentes que se convergem ao mesmo sentimento: (1) medo de assustar a pessoa e (2) medo de ser rejeitada. Nos dois lados podemos chegar a um terceiro medo: o de perder. Aí, o que fazemos? Guardamos tudo numa gavetinha interior. É como se engolíssemos o sentimento, que é bastante forte e poderoso, a todo custo. Veja bem, esse sentir é bom - bom, pois nos sentimos bem ao senti-lo - e deixá-lo emanar de nós é sublime. Mas engoli-lo é o reverso, faz mal. É como comer papel. Mas nosso superego ajuda bastante a mantê-lo bem no fundinho da alma...ele adora ter voz de poder: "não faça isso!", "não abrace, ele vai fugir!", "não sinta prazer!", "não veja!", "vá para escola, tire notas boas!", "não use esse sapato!"...o blá blá blá de sempre. Já não agüento mais escutar essas coisas. Só não podemos esquecer que o inconsciente é mais poderoso, basta deixarmos ele tomar conta. Como? Contrariando o superego, por exemplo. Deu vontade? Faça! Nosso "ditador interior" vai espernear, vai mandar a SS atrás de você, mas faça e não tema se teu interior diz.
[não vou entrar em questões como matar alguém ou jogar xixi na bebida do outro...não dá!]
...

Libre at 19:58 |

elementopia | istockphoto

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