O que sinto realmente é o que tento não sentir, ou o que imagino sentir (tentando burlar o que tento não sentir)? É complicado. Às vezes, a pessoa se diz "sinta-se bem", mas a alma insiste em ir contra, avisando que tem algo errado.
Já sei. Sou eu e o mundo. Talvez, a condição humana. De ser algo que acaba. Saber que, mais rápido e cruel, não é o acabar natural de nossa condição, mas o que nossas mãos cometem. Atrocidades...atroci....atro....a. Matar um é como matar mil que nem existiram. E as pessoas dizem: "é a vida". Será? Em nome de uma idéia a gente se dizima e depois vai ao psicanalista.
Ah...a vida...é nesse momento que a vejo tão profunda, tão complexa, mas tão leve ao mesmo tempo. Será por isso que vale a pena ser vivida? A cada dia, observo que nenhum dinheiro paga sua essência. E que quanto mais perto da natureza estivermos, melhor.
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Acabo de ler uma matéria na revista Mente e Cérebro sobre o poder da escrita [Escrita para curar] e, acredito que o texto explique a razão de minha necessidade - e dos demais também - da escrita se manifestar mais em momentos de dificuldade interior, ou seja, nos sentimentos que não conseguimos dar nomes ou refletir. Talvez, por isso alguns blogs ou até diários, pareçam tristes - e, conseqüentemente, as pessoas que os escrevem. Eu, por exemplo, não sou de me sentar para escrever quando me basto - esse me basto implica zilhões de outros coisas interiores e exteriores. Não é só a sarah se bastar...é um processo de sarah com o mundo, claro. Quando estamos bem, a vida, os momentos, parecem um caminho aberto, uma fluidez maravilhosa...é incrível. E para esses dias, melhor do que letras ou palavras, é um sorriso, ou várias gargalhadas - que faz bem todos os dias. Mas por outro lado, também podemos ver a escrita como uma forma de sorriso, naqueles dias em que nossas vidas possuem pedras no rio. É a alma se agitando para sorrir.
Resolvi registrar essa matéria de acordo com minha leitura, ou seja, pincei os pontos que acho mais direto.
“A escrita nada mais é do que um sonho portador de conselhos” - Jorge Luis Borges
por Massimo Barberi Em alguns casos, escrever de forma orientada sobre experiências traumáticas pode ajudar pessoas a refletir sobre si e a superar a dor da perda.
Uma possível explicação é fornecida por pesquisas sobre os efeitos da escrita sobre o sistema imunológico. Expressar no papel as próprias experiências negativas parece aprimorar a percepção da pessoa a respeito de si, tornando a somatização mais tênue. O professor de psicologia Joshua Smyth, da Universidade do Estado de Dakota do Norte, constatou também a redução nos níveis de cortisol (hormônio produzido por uma glândula do sistema neuroendócrino, ativado nos momentos de stress) nos pacientes que escreveram sobre seus traumas.
“O fato é que ao longo da vida todos passamos por eventos mais ou menos traumáticos e, mesmo que estejamos bem e não apresentemos transtornos significativos, é provável que haja um elemento estranho em nossa mente que pode impedir o desenvolvimento máximo das potencialidades. Por isso, quando escrevemos regularmente sobre nossas emoções e trajetória, quase sempre vem à tona um evento que nos perturba. Escrever ajuda a reelaborar e superar essas vivências desagradáveis”, diz o professor de psicossomática Luigi Solano, da Universidade La Sapienza, em Roma, autor de Scrivere per pensare (Escrever para pensar, não lançado no Brasil). Ele acredita que a escrita terapêutica ajuda a pessoa a descrever detalhes de experiências negativas, explicitar sentimentos, colocar os fatos em ordem cronológica e estabelecer nexos.
Outra hipótese, complementar à anterior, sustenta que a escrita “ensina” a mente a pensar de forma mais complexa e articulada. “É uma espécie de exercício mental que ajuda nas relações com os outros e consigo mesmo”, afirma o psicólogo. Certos estudos demonstraram que, após escreverem seguindo essa técnica, as pessoas se tornaram mais ativas nas relações com os outros. “Os experimentos mostram ativação de habilidades sociais, maior facilidade para se expressar afetivamente e, em alguns casos, a escrita ajudou a redefinir metas profissionais”, observa. É como se, ao serem colocados no papel, desejos, necessidades e emoções se tornassem mais claros.
E quanto às outras formas de expressão? A música, por exemplo, permitiria elaborar a experiência, assim como a escrita? E o mesmo se aplica à pintura? Muitos artistas expressam na tela as próprias experiências traumáticas, na forma de linhas e cores. “Talvez não seja adequado colocar no mesmo plano a escrita e as formas de arte que não contemplam a palavra, pois é justamente o uso da linguagem que permite a reelaboração dos fatos e a reflexão”, acredita Luigi Solano, da Universidade La Sapienza.
O cinema talvez esteja mais próximo da arte da escrita. Basta recordar o filme Macbeth (1971), de Roman Polanski. O diretor recriou a obra-prima de Shakespeare com um excesso de sangue e violência, o que, segundo vários críticos, evocava o bárbaro assassinato de sua mulher, três anos antes.
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p.s: lembrando que nunca se deve acreditar, realmente, em críticos. São seres, como nós, que vivem de "achismos", acham que sabem demais, inclusive o que você sente etc. O que nenhum ser humano tem muita capacidade, eles têm.